sábado, 14 de maio de 2016

[a minha opinião conta] Pela defesa de uma Escola Pública com qualidade


Caros amigos e amigas,

Nos últimos dias temos assistido a um sem número de artigos de opinião e de comentários sobre a Escola pública e privada. Argumentos válidos de um lado e do outro, e muitos argumentos sem qualquer sentido ..... 

Tenho aguardado para ler um pouco mais sobre este assunto, e quero agora deixar-vos a minha opinião.

Da minha parte, fui, sou e serei sempre defensor do bem público, de uma escola e ensino público de qualidade. Porém, é preciso que esse ensino e essa escola pública tenham a qualidade necessária e desejada por todos os agentes da comunidade escolar, sejam estes os alunos, professores, pais e encarregados de educação, funcionários ou comunidade em geral. O governo tem de querer verdadeiramente que a escola pública tenha qualidade, que os professores e funcionários tenham uma formação constante e de qualidade, que o ensino seja adequado aos tempos atuais e se deixe de lecionar como à dezenas de anos atrás. 

Relativamente aos contratos de associação, parece-me positivo que o Governo (felizmente que temos hoje um Governo composto por partidos defensores do bem público) queira cortar a torneira aos colégios que não são mais do que grandes empresas que ganham milhões com os meus e os teus impostos. Agora calma, contratos estão feitos e à que negociar e não simplesmente acabar sem ver as consequências disso. É verdade que vamos ter mais professores no desemprego, mas também temos todos os dias outras empresas a fechar e mais portugueses e portuguesas no desemprego. Esse argumento por si só não é válido.

Governo após Governo, fomos mudando a Educação e todo o negócio à sua volta, desde os colégios privados que recebem dinheiros públicos como o negócio já muito falado das editoras e dos manuais escolares. Uns deram a possibilidade destes contratos de associação em lugares onde não houvesse oferta de escola pública suficiente (o que me parece adequado e muito bem visto), mas outros possibilitaram e abriram as portas a contratos em liugares perfeitamente desadequados e em que existem escolas públicas com oferta suficiente. 
É preciso ver caso a caso, negociar contratos existentes com aqueles que não fazem sentido, garantindo assim o inicio de novos ciclos nas escolas públicas e acabar com negociatas. Já chega de termos escolas públicas sem condições e no mesmo raio de intervenção termos escolas privadas com todas as condições e mais algumas. Se assim querem, que o façam mas não com os meus impostos.
Agora é preciso ver aqueles casos em que a escola privada foi criada para garantir o acesso à educação em zonas sem oferta pública, mas que depois sem qualquer sentido surgiu no mesmo raio de intervenção uma escola pública. Que sentido faz isso? E quem autorizou e com que intenção? 

Alguns defendem que desta forma o Ministério da Educação está a pôr em causa o direito das famílias a escolher o projeto educativo dos seus filhos. Pois, isso faria muito sentido se esse mesmo direito fosse igual para todos os portugueses, mas basta olhar para o mapa de colégios privados que existem em Portugal e perceber que temos de tudo menos direitos iguais. Esse direito à escolha não está restringido, mas apenas não temos de suportar isso. As famílias que possam suportar financeiramente que o façam, da minha parte não estou disponível para aceitar que os meus impostos sirvam para este fim.
Agora, é preciso que se garanta a resposta das escolas públicas a todos estes alunos que potencialmente poderão sair das escolas privadas por fecho ou falta de recursos financeiros das suas famílias. Está garantida esta situação?

Os contratos de associação não podem nunca promover o benefício das escolas privadas em detrimento da escola pública, e por consequência em prejuízo do Estado e de todos os portugueses. Estes contratos não podem servir para satisfazer os caprichos das famílias que não gostam que os seus filhos andem nas escolas públicas. Estes contratos são discriminatórios para todas famílias que não têm alternativa de escolha na localidade ou região em que vivem.

Já em 2011, um estudo da Universidade de Coimbra recomendava o fim dos contratos de associação. É preciso saber gerir os recursos existentes, sejam estes escolas ou mesmo ou seus professores, funcionários e alunos.

Eu compreendo este mal estar criado, mas relembro que para haver igualdade então deveriam todos os alunos ter as mesmas condições, seja no ensino público como no privado com contrato de associação. Isso não acontece, nem nas condições físicas da escola, nos próprios professores e mesmo no ensino em si. 
Não sendo só por isso, mas o que acontece se compararmos na mesma região as notas dos alunos de escolas públicas e de escolas com contrato de associação?

Para finalizar, vamos defender a escola, o ensino e a educação igual para todos. Educação com qualidade e em que é promovida a igualdade, vai desenvolver e promover positivamente os jovens de hoje e adultos de amanhã.

Pela Escola Pública de qualidade! Vamos à luta.

[A minha opoinião conta] Sociedade e Igualdade: PME e Barrigas de Aluguer

 (imagem do site Diario Digital)

E vai uma salva de palmas para a Assembleia de República e para os deputados que aprovaram na passada sexta-feira dois projetos de lei que garantem agora a igualdade a todas as mulheres, em duas matérias fundamentais para todos os portugueses - garantir a todas as mulheres mais duas possibilidades de serem mães.

O projeto-lei da PMA (Procriação Medicamente Assistida) foi apresentado pelo BE pela quinta vez ,isto porque das outras quatro vezes sempre foi chumbado pelas anteriores maiorias parlamentares. Foi possível com o apoio da maioria dos deputados do PS e mesmo alguns do PSD. Contra estiveram todos os deputados do PCP e CDS ???????? serão razões ideológicas????
Foi dado mais um passo para a igualdade em Portugal de todos os portugueses e portuguesas. 
Desta forma, todas as mulheres portuguesas passaram a ter o direito de acesso às técnicas de procriação medicamente assistidas (PMA), agora acessíveis a mulheres solteiras e homossexuais.

Outro projeto lei foi o das barrigas de aluguer. O projeto prevê a possibilidade de recorrer à gestão de outras mulheres em caso de ausência de útero, de lesão ou de doença que impeça assim a gravidez. E sem a possibilidade de pagamento por essa situação. 
Para alguns isso pode parecer impossível, mas o ser humano surpreende-nos pela sua bondade e generosidade com o seu próximo. Tudo é possível, e agora é possível o sonho de ser mãe para algumas mulheres, até agora afastadas dessa possibilidade.

Parece que desta vez a geringonça funcionou, é verdade que a duas rodas, mas nem sempre tem de ser consensual. Agora é possível ter uma legislação equilibrada e sensata em matérias tão frágeis como a dos direitos humanos e igualdade. 

Estou feliz, mais um passo no longo caminho de uma sociedade moderna e equilibrada.

Podem ler mais sobe este assunto no site da Esquerda. net

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Petição pela Revogação dos aumentos das Propinas, Taxas e Emolumentos da Universidade Aberta

Caros colegas e demais amigos deste Blog

Mais uma luta por todos os estudantes, desta vez pela revogação do despacho que aumenta de forma gritante, chocante e mais uma vez digo que é um atentado a todos os portugueses e portuguesas que têm o direito de estudar numa universidade pública, como é o caso da Universidade Aberta.

Vamos à luta, sem medos nem receios. Precisamos de todos Vós, por isso quero pedir que assinem e divulguem a Petição. 

Juntos somos mais Fortes, não tenho dúvida nenhuma disso.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Carta Aberta a todos os estudantes da Universidade Aberta



Carta Aberta a todos os estudantes da Universidade Aberta


Caros colega,

Foi decidido, e aprovado pelo Conselho de Gestão e Conselho Geral da nossa universidade, em reunião dos passados dias 22 de fevereiro e 18 de março de 2016, respetivamente, o aumento brutal da tabela de propinas, emolumentos e taxas para o próximo ano letivo. (1)

Os números têm alguns pressupostos muito pouco realistas. Ora vejam: o acréscimo nas receitas próprias (propinas, taxas, emolumentos e outras receitas escolares), é justificado pelo Conselho de Gestão com o aumento do valor das mesmas e com o aumento do número de novos estudantes. Do lado da despesa, temos um acréscimo da rubrica de aquisição de bens e serviços e das despesas de pessoal.
Pretende-se ainda operacionalizar medidas para a cobrança de dívidas dos estudantes, decerto uma medida necessária, mas não seria mais sensato tentar perceber o que levou esses mesmos estudantes a deixar de estudar e deixar de conseguir pagar as propinas? Ou a UAb será mais um organismo a penhorar vencimentos, subsídios e a nossa casa de família, e em que tudo vale para encobrir um Orçamento elaborado com pressupostos no mínimo estranhos?

Uma frase que não é minha, mas está muito interessante e que merece a nossa atenção: “Devemos contudo advertir que frequentemente os acontecimentos futuros não ocorrem de forma esperada, pelo que os resultados reais poderão vir a ser diferentes dos previstos e as variações poderão ser materialmente relevantes”. Pois, se a receita não for a esperada podemos vir a ter um balanço desequilibrado com implicações no resultado líquido e consequências graves para a Universidade Aberta. 

Estranho, não Vos parece? Então, pressupõe-se que com o aumento das propinas, vai haver aumento do número de novos estudantes! Completamente irrealista e de dedução errada. Do lado da despesa, seria interessante perceber que investimentos se está a pensar fazer e também qual a justificação para um aumento tão elevado da rubrica de despesas de pessoal.

Mais importante que números, é importante frisar que se trata de um atentado ao nosso direito a estudar, de uma atroz injustiça para todos os que já fazem um esforço enorme para pagar as propinas na Universidade Aberta. 

O Governo de Portugal tem feito uma aposta séria na qualificação dos seus Cidadãos, e aqui em particular do Cidadão adulto. A aprendizagem ao longo da vida é uma aposta mundial, que deveria merecer uma maior atenção por parte da UAb e dos seus órgãos de gestão. Esta é a universidade que tem todas as condições para ser a base e o alicerce da formação de adultos, e também por ter a liderança no ensino à distância. 

Será este o caminho acertado para a UAb? O Governo português tem dado indicações, orientações para que as universidades portuguesas mantenham o valor das propinas ou mesmo o reduzam, se tal for possível. Parece-me que estamos no caminho inverso e errado, quem sabe a caminhar para um abismo difícil de voltar atrás.

Da minha parte lutarei com todos os meios ao meu alcance para que estas informações cheguem a quem representa os Cidadãos portugueses na Assembleia da República, e dar todos os meios para que os deputados nacionais (independentemente do seu partido) possam exercer o seu direito e nos defender. Haja quem nos defenda.

Portanto, digo-vos que da minha parte ainda existe muito para andar até ao fim deste processo.

Portimão, 12 de Abril de 2016
 
João Bárbara
Aluno nº 1401515 – curso de Educação

Carta enviada nesta data para a Comissão de Educação da Assembleia de República, nomeadamente para o seu presidente e vice-presidentes, assim como representantes de todos os grupos parlamentares com assento na referida assembleia.


sábado, 20 de fevereiro de 2016

Dia Mundial da Justiça Social


A ONU reconhece este problema como universal, por isso mesmo definiu este dia como o Dia Mundial da Justiça Social. É urgente reconhecer a necessidade de promover esforços para combater a pobreza, a exclusão e o desemprego.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Dois temas, Duas opiniões diferentes!



Dois assuntos no dia de hoje e Duas opiniões pessoais diferentes

A questão da adoção por casais do mesmo sexo era um assunto que para muitos parecia insignificante, eu percebo isso, mas pensem na injustiça que era ser casado (sim, porque pessoas do mesmo sexo são casadas legalmente em Portugal) e não poder exercer o direito de adotar uma criança (direito esse que era garantido a todos os outros casais de pessoas de sexo diferente). Ainda mais importante que este direito de todos a adotar, era mesmo o direito de cada criança a ser adotado por um ou dois adultos, sejam estes que cor ou orientação sexual tenham. O direito da criança de ser adotado prevalece sobre o direito a adotar.
Felizmente que se teve o bom-senso (sem antes o nosso presidente ter feito aquela triste figura) de garantir igualdade para todos os portugueses. 
Até porque, já pensaram que um português, ou portuguesa, sozinho podia adotar uma criança mas se fosse legalmente casado com outra pessoa do mesmo sexo já não podia. Mas isto fazia sentido na cabeça de quem? Mas por este assunto, pode-se dizer que está tratado e arrumado. 
Podemos então garantir agora que foi feita justiça e que o verdadeiro superior interesse da criança será garantido.




O aborto é um assunto muito delicado e sério, não deve ser tratado com a leveza com que o fizeram. O que está em causa não é o direito da mulher em querer ou não ter um filho, mas sim o poder da vida que é dado a uma mulher.
Eu sou pela vida, e sou desde o início contra o aborto. Desde logo, é preciso percebermos de que abortos falamos. Não é um aborto de uma jovem, de uma mulher violada mas sim de uma mulher adulta e consciente dos seus atos sem proteção. 
O mesmo princípio da igualdade que referi no caso da adoção por casais do mesmo sexo, trago para esta discussão. Verifica-se no OE para 2016 que as taxas moderadoras vão manter-se, na maior parte dos atos clínicos, então porque na IVG são gratuitas? Será que o valor a cobrar era assim tão escandaloso para uma mulher? Não me parece, escandaloso é um português precisar de ir ao médico e não ter como pagar a taxa moderadora que cobram no hospital. Isso sim, é verdadeiramente escandaloso e devia ser tema de discussão em Portugal.
No caso da obrigatoriedade de consulta com psicólogo, eu até posso compreender em parte. Mas, pensem comigo, uma mulher que faz um aborto atrás de outro (e quem trabalha nesta área sabe que é verdadeiro e que acontece na realidade) não precisará de uma orientação? ou pelo menos de ser encaminhada para as consultas de planeamento familiar. Algo está errado nesta mulher.

E já agora, porque nalguns assuntos mais humanistas se que logo fazer uma referendo e depois noutros decide-se sem consultar os portugueses?

sábado, 16 de janeiro de 2016

[artigo de opinião] Por uma Escola Segura


Artigo de Opinião - "Por uma Escola Segura", da minha autoria, publicado esta semana no semanário  Barlavento

É uma opinião atual e muito pertinente, sobre um tema discutido esta semana no Parlamento português, a redução do horário de trabalho dos funcionários públicos para 35 horas. Situação que pode afetar algumas escolas, o seu funcionamento e segurança dado a redução dos funcionários em alguns períodos do dia. Se esta situação não for acompanhada da possibilidade de revisão dos recursos humanos das escolas, podemos e temos de certo algumas situações de falta de pessoal.

Podem ler no site do Jornal, ou aqui neste espaço. Deixem a Vossa opinião aqui mesmo, ou para o meu mail.

Excerto do artigo:
"Em tempos escrevi umas linhas sobre a falta de funcionários nas Escolas, o quanto isso afetava o dia-a-dia dos alunos, professores e mesmo dos já sobrecarregados funcionários. Também falei do quanto é extenuante a preocupação constante com que alguns encarregados de educação passam os seus dias, o saberem que os seus progenitores estão pela escola sem uma vigilância adequada, sem alguém a olhar por eles …
Noutro artigo de opinião, escrevi que no início do presente ano letivo, tinha sido anunciado pelo anterior governo a contratação de 2.822 novos funcionários para as escolas. Foi uma notícia eleitoralista, que em nada serviu o anterior governo, e decerto que se revelou insuficiente para as necessidades reais das escolas.
.....
Eu não discordo da medida em si, até a posso considerar legítima, mas esta tem de ser acompanhada por um aumento da possibilidade de contratação por parte das Escolas, por um aumento dos recursos humanos."

João Bárbara 

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Bom Ano Novo / Happy New Year



Caros amigos e amigas,

Esta é uma época que deveria ser de alegria para todos, mas sabemos bem que tal n
​em sempre é uma realidade, continuamos a ter crianças que sofrem de maus tratos, de crianças que não têm o que comer e nem onde dormir, de crianças que sofrem, de crianças que não são crianças
.

Para aqueles meninos e meninas, que pelas mais variadas razões estão sozinhos, vai uma grande abraço e beijinho de um
​ Feliz Ano Novo​
Que o ano de 2016 Vos faça sorrir e Vos traga o que mais desejam.

Festejem a esperança, a felicidade e o Amor.

Para todos, um 
​Feliz Ano Novo
, e que no próximo ano, todos possamos cá estar e cheios de saúde.

E não se esqueçam, apaguem da Vossa vida tudo o que Vos faz mal.

Feliz Ano Novo
Happy New Year

João Bárbara

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Um Feliz Natal para todos

Caros amigos e amigas,

Esta é uma época que deveria ser de alegria para todos, mas sabemos bem que tal não é possível, pelos mais variados motivos.

Quero deixar algumas mensagens de Natal, na verdade a mensagem é só uma, mas dirigida a diferentes pessoas.

Começo inevitavelmente por quem me está mais próximo, a minha família e os meus amigos, desejando um Feliz Natal cheio de saúde e alegria.
Para quem não pode estar com os seus, que os Vossos pensamentos sejam de alegria, e que no próximo natal, possam estar de novo próximos.

Para aqueles meninos e meninas, que pelas mais variadas razões estão sozinhos, vai uma grande abraço e beijinho de uma Feliz Natal. Apesar de muito difícil, pensem sempre que pode existir uma razão para estarem onde e como estão, e que apesar de tudo, existem muitas pessoas que estão convosco no coração e na mente. 
Seria bom que todos pudessem ter saúde, família e amigos, e um sorriso na boca. 

Todos conhecemos, ou temos próximos de nós, quem precisa de ajuda, quem está necessitado de um abraço, de um beijinho, por isso, o meu desejo é que sejam solidários com o próximo.

Festejem a esperança, a felicidade e o Amor.

Para todos, um Santo Natal, e que no próximo ano, todos possamos cá estar e cheios de saúde.

Feliz Natal
Merry Christmas

João Bárbara

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

[artigo de opinião] Um telemóvel, ou O telemóvel?



Parece Brincadeira Mas É Um Assunto SérioCurta a nossa página ► Compartilhável e receba vídeos incríveis todos os dias.
Publicado por Compartilhável em Domingo, 8 de Novembro de 2015

Vídeo muito interessante, e sobre um assunto muito importante : a dependência que temos dos telemóveis, em particular quando falamos de jovens adolescentes.

Um telemóvel, ou O telemóvel ?

Este, cada vez mais pequeno aparelho chamado telemóvel, tem vindo a tornar-se um bem essencial na vida de um adolescente. Mas, não um qualquer telemóvel, mas sim aquele telemóvel.
Muitos de nós, pais e educadores, fazem uma utilização banal do seu telemóvel, usam-no para fazer e receber chamadas e para enviar alguns sms - precisamente para o que foi inicialmente criado. Mas isso mudou e muito.Ora vejamos.

É preciso que entendamos que um telemóvel para um adolescente é em primeiro lugar um meio, uma forma de socializar e muitas vezes de se inserir num grupo da escola ou apenas de alguns amigos. Não chega estar contatável para os pais, é preciso muito mais. É estar sempre online, sempre disponível para um like, sempre presente quando aquela pessoa especial mete um vídeo novo.

Qualquer telemóvel simples tem acesso imediato à internet, e isso pode levantar muitos problemas e até constrangimentos. É preciso estarmos atentos.

Desde logo, é preciso que o jovem perceba se de facto tem necessidade de ter um telemóvel? aqui levanta-se a primeira das questões e dificuldades, que é perceber qual a idade ideal para comprar um telemóvel para o seu filho(a)? e que utilização se pretende dar do mesmo?

O telemóvel tem um custo, e que esse custo não é apenas na sua compra. Durante toda a sua utilização, tem um custo, um tarifário que pode ser mais ou menos moroso, precisamente de acordo com a utilização que se pretende dar. Assim como uma má utilização pode ter um custo acrescido, e pode significar o uso desapropriado do telemóvel.

Ter um iphone, um samsung todo evoluído, pode significar status, uma posição dentro de um grupo, mas será isso por si só importante? Talvez, depende muito da idade e principalmente da maturidade do jovem. 

Podem, e devem ser definidas regras básicas para o uso do telemóvel, e quanto mais cedo melhor. O uso desenfreado e a todo o momento não deve existir, esqueçam lá o uso à mesa das refeições, a estudar ou na hora de deitar. É verdade que vão dizer-nos que os amigos não têm estas regras, o que nem sempre corresponde à realidade - a vida deve ser balanceada entre o que queremos e podemos e o que os outros querem e esperam de nós. 
Outras regras de ouro : não dar dados que os possam localizar (vários telemóveis já têm gps incorporado), assim como a não publicação ou partilha de vídeos e fotos que possam comprometer de alguma forma - e aqui não é só dos próprios, mas importante não partilhar de outros. Estas últimas regras são de extrema importância, porque facilmente podem ser ultrapassados os limites à privacidade e intimidade de cada um.

O telemóvel especial tem muito mais do que é necessário, por isso atenção ao uso do facebook, instagram, twitter .... e outros milhares de aplicações sociais e de partilha. O uso moderado só pode trazer benefícios, enquanto que o uso desenfreado vai trazer problemas.

João Bárbara