quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Por uma gestão mais eficiente e justa da Educação Física e do Desporto nas Escolas




Completamente a favor pela Educação Física como Disciplina completa. Esta medida só peca mesmo por tardia, mas como se diz, mais vale tarde que nunca.

Isto é que tem sido um reboliço de emoções e de comentários em torno da educação e do exercício físico, como acho que nunca assisti. Só por isso já valeu a pena, por se ter conseguido trazer para a opinião e discussão pública um assunto de extrema importância que é o exercício físico.

A atividade física é fundamental para a saúde e é um complemento essencial para uma correta e equilibrada alimentação. A prática regular de exercício físico num jovem pode trazer inúmeros benefícios, quer sejam de índole física, mental e mesmo social. Existem inúmeros estudos que mostram que um jovem desportista tem muito menos probabilidades de ter comportamentos desviantes do que um não desportista. 

Os alunos - atletas são jovens que tentam diariamente conjugar uma atividade física exigente (quer em termos físicos, de gestão de tempo como até mesmo socialmente) com a Escola. Uma Escola nem sempre colaborativa com o jovem e sua família. Os professores deviam todos ter isto em consideração e em conjunto com o aluno e o seu Encarregado de Educação encontrar a melhor solução para aquelas alturas em que se torna difícil conjugar ou mesmo quando se falta a algumas aulas para participar em competições. Sei que em muitos casos felizmente isso é possível, mas é sempre pela boa vontade do professor. 

Gostava de ver implantado um compromisso entre as Escolas, os Agrupamentos e as Associação Desportivas Regionais (ou até as Federações Nacionais) para a gestão escolar dos tais alunos - atletas. Porque não algo como um Contrato - Programa entre o Agrupamento Escolar e a Associação Desportiva Regional para  ficar logo definido o que pode e não pode ser feito, em que alturas e como gerir as faltas e gestão do tempo do jovem. Sempre de comum acordo e para o bem do jovem. Não seria beneficiar ninguém, mas sim permitir que esses jovens possam ter as mesmas oportunidades dos outros dentro do seu tempo. 

Fica o desafio para os responsáveis regionais dos vários desportos do Algarve, seja o Futebol, Basket, Natação, Artes Marciais e outras. Trabalhem em conjunto com as Escolas e encontrem a melhor forma de gerir este problema que existe nalgumas situações. É importante que esteja escrito como gerir a vida destes jovens.

Este esforço, esta dedicação, esta capacidade de conseguir conjugar duas áreas distintas mas tão importantes na vida do jovem, deviam ser valorizados mas isso nem sempre acontece.

Este pode mesmo ser o início de uma nova era em Portugal, uma nova geração de jovens de hoje e adultos de amanhã mais ativos, com mais saúde e sobretudo mais equilibrados. Os programas da disciplina de Educação Física vão de certo ser reestruturados, e tenho a certeza que vão ser inclusive mais abrangentes proporcionando a experimentação de desportos até hoje apenas ao alcance de alguns jovens.

Espero que venha possibilitar a muitos jovens a prática repetida e regular de desporto, seja este apenas em manutenção como em competição. A Escola, os professores de Educação Física podem ser a ponte necessária para trazer os jovens para os clubes e permitir a prática mesmo fora da Escola. 

É outro desafio que deixo aos clubes e ás escolas - sentem-se a uma mesa e encontrem a melhor forma e solução para possibilitar cada vez a mais jovens uma prática desportiva regular.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Dia Mundial de Combate ao Bullying - 20 de Outubro

 (imagem retirada do facebook de Luis Fernandes)

Comemora-se hoje mais um Dia Mundial de Combate a um problema da nossa sociedade, a uma "doença" de alguns - O Bullying. 

Muito se tem escrito sobre este assunto, Muito se debate sobre este assunto, mas como resolver este problema? 

Temos os nossos jovens sem saberem como lidar quando se deparam com uma situação de agressão, uma situação de humilhação, uma situação de Bullying. Já por diversas vezes que pergunto a jovens, em especial adolescentes como reagem a situações de Bullying e as respostas que recebo não me agradam. Em alguns casos até sabem na teoria como fazer, como reagir, mas na prática existe o medo de represálias por uma denúncia, o medo de também ser o agredido ou o humilhado se intervirem no momento. 

É preciso não desistir de mostrar como devem agir, mas fica aqui o meu aplauso para todos os professores, psicólogos, assistentes sociais e outros funcionários que ligam diariamente com estas situações e tentam gerir da melhor forma possível. Um muito obrigado e não desistam pois os nossos jovens estão diariamente nas Vossa mãos e nós, Pais e Encarregados de Educação, pouco podemos fazer no dia - a - dia, apenas intervir depois .... e por vezes o depois já deixa marcas.

DIZ NÃO AO BULLYING!

Relembro um artigo de opinião meu publicado no site do Diarionline em 14 de Abril de 2015, mas que infelizmente está sempre atual.

E agora, como agir perante tanta violência sobre as Crianças?


terça-feira, 18 de outubro de 2016

Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza


Hoje comemora-se o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza.

Passado mais de ano e meio, recordo artigo de opinião que escrevi para o Jornal Barlavento sobre a cantina social da Cáritas. Passado todo este tempo, esta e outras cantinas sociais de Portimão estão com a sua capacidade lotada e de certo com uma larga lista de espera. Continuam a recorrer às cantinas sociais muitas famílias que precisam deste apoio diário para sobreviver, para comer uma refeição quente.

Devemos todos meditar sobre este assunto, em especial num dia como o de hoje em que se dá uma importância ainda maior à pobreza extrema em que vivem milhões de pessoas.

sábado, 14 de maio de 2016

[a minha opinião conta] Pela defesa de uma Escola Pública com qualidade


Caros amigos e amigas,

Nos últimos dias temos assistido a um sem número de artigos de opinião e de comentários sobre a Escola pública e privada. Argumentos válidos de um lado e do outro, e muitos argumentos sem qualquer sentido ..... 

Tenho aguardado para ler um pouco mais sobre este assunto, e quero agora deixar-vos a minha opinião.

Da minha parte, fui, sou e serei sempre defensor do bem público, de uma escola e ensino público de qualidade. Porém, é preciso que esse ensino e essa escola pública tenham a qualidade necessária e desejada por todos os agentes da comunidade escolar, sejam estes os alunos, professores, pais e encarregados de educação, funcionários ou comunidade em geral. O governo tem de querer verdadeiramente que a escola pública tenha qualidade, que os professores e funcionários tenham uma formação constante e de qualidade, que o ensino seja adequado aos tempos atuais e se deixe de lecionar como à dezenas de anos atrás. 

Relativamente aos contratos de associação, parece-me positivo que o Governo (felizmente que temos hoje um Governo composto por partidos defensores do bem público) queira cortar a torneira aos colégios que não são mais do que grandes empresas que ganham milhões com os meus e os teus impostos. Agora calma, contratos estão feitos e à que negociar e não simplesmente acabar sem ver as consequências disso. É verdade que vamos ter mais professores no desemprego, mas também temos todos os dias outras empresas a fechar e mais portugueses e portuguesas no desemprego. Esse argumento por si só não é válido.

Governo após Governo, fomos mudando a Educação e todo o negócio à sua volta, desde os colégios privados que recebem dinheiros públicos como o negócio já muito falado das editoras e dos manuais escolares. Uns deram a possibilidade destes contratos de associação em lugares onde não houvesse oferta de escola pública suficiente (o que me parece adequado e muito bem visto), mas outros possibilitaram e abriram as portas a contratos em liugares perfeitamente desadequados e em que existem escolas públicas com oferta suficiente. 
É preciso ver caso a caso, negociar contratos existentes com aqueles que não fazem sentido, garantindo assim o inicio de novos ciclos nas escolas públicas e acabar com negociatas. Já chega de termos escolas públicas sem condições e no mesmo raio de intervenção termos escolas privadas com todas as condições e mais algumas. Se assim querem, que o façam mas não com os meus impostos.
Agora é preciso ver aqueles casos em que a escola privada foi criada para garantir o acesso à educação em zonas sem oferta pública, mas que depois sem qualquer sentido surgiu no mesmo raio de intervenção uma escola pública. Que sentido faz isso? E quem autorizou e com que intenção? 

Alguns defendem que desta forma o Ministério da Educação está a pôr em causa o direito das famílias a escolher o projeto educativo dos seus filhos. Pois, isso faria muito sentido se esse mesmo direito fosse igual para todos os portugueses, mas basta olhar para o mapa de colégios privados que existem em Portugal e perceber que temos de tudo menos direitos iguais. Esse direito à escolha não está restringido, mas apenas não temos de suportar isso. As famílias que possam suportar financeiramente que o façam, da minha parte não estou disponível para aceitar que os meus impostos sirvam para este fim.
Agora, é preciso que se garanta a resposta das escolas públicas a todos estes alunos que potencialmente poderão sair das escolas privadas por fecho ou falta de recursos financeiros das suas famílias. Está garantida esta situação?

Os contratos de associação não podem nunca promover o benefício das escolas privadas em detrimento da escola pública, e por consequência em prejuízo do Estado e de todos os portugueses. Estes contratos não podem servir para satisfazer os caprichos das famílias que não gostam que os seus filhos andem nas escolas públicas. Estes contratos são discriminatórios para todas famílias que não têm alternativa de escolha na localidade ou região em que vivem.

Já em 2011, um estudo da Universidade de Coimbra recomendava o fim dos contratos de associação. É preciso saber gerir os recursos existentes, sejam estes escolas ou mesmo ou seus professores, funcionários e alunos.

Eu compreendo este mal estar criado, mas relembro que para haver igualdade então deveriam todos os alunos ter as mesmas condições, seja no ensino público como no privado com contrato de associação. Isso não acontece, nem nas condições físicas da escola, nos próprios professores e mesmo no ensino em si. 
Não sendo só por isso, mas o que acontece se compararmos na mesma região as notas dos alunos de escolas públicas e de escolas com contrato de associação?

Para finalizar, vamos defender a escola, o ensino e a educação igual para todos. Educação com qualidade e em que é promovida a igualdade, vai desenvolver e promover positivamente os jovens de hoje e adultos de amanhã.

Pela Escola Pública de qualidade! Vamos à luta.

[A minha opoinião conta] Sociedade e Igualdade: PME e Barrigas de Aluguer

 (imagem do site Diario Digital)

E vai uma salva de palmas para a Assembleia de República e para os deputados que aprovaram na passada sexta-feira dois projetos de lei que garantem agora a igualdade a todas as mulheres, em duas matérias fundamentais para todos os portugueses - garantir a todas as mulheres mais duas possibilidades de serem mães.

O projeto-lei da PMA (Procriação Medicamente Assistida) foi apresentado pelo BE pela quinta vez ,isto porque das outras quatro vezes sempre foi chumbado pelas anteriores maiorias parlamentares. Foi possível com o apoio da maioria dos deputados do PS e mesmo alguns do PSD. Contra estiveram todos os deputados do PCP e CDS ???????? serão razões ideológicas????
Foi dado mais um passo para a igualdade em Portugal de todos os portugueses e portuguesas. 
Desta forma, todas as mulheres portuguesas passaram a ter o direito de acesso às técnicas de procriação medicamente assistidas (PMA), agora acessíveis a mulheres solteiras e homossexuais.

Outro projeto lei foi o das barrigas de aluguer. O projeto prevê a possibilidade de recorrer à gestão de outras mulheres em caso de ausência de útero, de lesão ou de doença que impeça assim a gravidez. E sem a possibilidade de pagamento por essa situação. 
Para alguns isso pode parecer impossível, mas o ser humano surpreende-nos pela sua bondade e generosidade com o seu próximo. Tudo é possível, e agora é possível o sonho de ser mãe para algumas mulheres, até agora afastadas dessa possibilidade.

Parece que desta vez a geringonça funcionou, é verdade que a duas rodas, mas nem sempre tem de ser consensual. Agora é possível ter uma legislação equilibrada e sensata em matérias tão frágeis como a dos direitos humanos e igualdade. 

Estou feliz, mais um passo no longo caminho de uma sociedade moderna e equilibrada.

Podem ler mais sobe este assunto no site da Esquerda. net

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Petição pela Revogação dos aumentos das Propinas, Taxas e Emolumentos da Universidade Aberta

Caros colegas e demais amigos deste Blog

Mais uma luta por todos os estudantes, desta vez pela revogação do despacho que aumenta de forma gritante, chocante e mais uma vez digo que é um atentado a todos os portugueses e portuguesas que têm o direito de estudar numa universidade pública, como é o caso da Universidade Aberta.

Vamos à luta, sem medos nem receios. Precisamos de todos Vós, por isso quero pedir que assinem e divulguem a Petição. 

Juntos somos mais Fortes, não tenho dúvida nenhuma disso.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Carta Aberta a todos os estudantes da Universidade Aberta



Carta Aberta a todos os estudantes da Universidade Aberta


Caros colega,

Foi decidido, e aprovado pelo Conselho de Gestão e Conselho Geral da nossa universidade, em reunião dos passados dias 22 de fevereiro e 18 de março de 2016, respetivamente, o aumento brutal da tabela de propinas, emolumentos e taxas para o próximo ano letivo. (1)

Os números têm alguns pressupostos muito pouco realistas. Ora vejam: o acréscimo nas receitas próprias (propinas, taxas, emolumentos e outras receitas escolares), é justificado pelo Conselho de Gestão com o aumento do valor das mesmas e com o aumento do número de novos estudantes. Do lado da despesa, temos um acréscimo da rubrica de aquisição de bens e serviços e das despesas de pessoal.
Pretende-se ainda operacionalizar medidas para a cobrança de dívidas dos estudantes, decerto uma medida necessária, mas não seria mais sensato tentar perceber o que levou esses mesmos estudantes a deixar de estudar e deixar de conseguir pagar as propinas? Ou a UAb será mais um organismo a penhorar vencimentos, subsídios e a nossa casa de família, e em que tudo vale para encobrir um Orçamento elaborado com pressupostos no mínimo estranhos?

Uma frase que não é minha, mas está muito interessante e que merece a nossa atenção: “Devemos contudo advertir que frequentemente os acontecimentos futuros não ocorrem de forma esperada, pelo que os resultados reais poderão vir a ser diferentes dos previstos e as variações poderão ser materialmente relevantes”. Pois, se a receita não for a esperada podemos vir a ter um balanço desequilibrado com implicações no resultado líquido e consequências graves para a Universidade Aberta. 

Estranho, não Vos parece? Então, pressupõe-se que com o aumento das propinas, vai haver aumento do número de novos estudantes! Completamente irrealista e de dedução errada. Do lado da despesa, seria interessante perceber que investimentos se está a pensar fazer e também qual a justificação para um aumento tão elevado da rubrica de despesas de pessoal.

Mais importante que números, é importante frisar que se trata de um atentado ao nosso direito a estudar, de uma atroz injustiça para todos os que já fazem um esforço enorme para pagar as propinas na Universidade Aberta. 

O Governo de Portugal tem feito uma aposta séria na qualificação dos seus Cidadãos, e aqui em particular do Cidadão adulto. A aprendizagem ao longo da vida é uma aposta mundial, que deveria merecer uma maior atenção por parte da UAb e dos seus órgãos de gestão. Esta é a universidade que tem todas as condições para ser a base e o alicerce da formação de adultos, e também por ter a liderança no ensino à distância. 

Será este o caminho acertado para a UAb? O Governo português tem dado indicações, orientações para que as universidades portuguesas mantenham o valor das propinas ou mesmo o reduzam, se tal for possível. Parece-me que estamos no caminho inverso e errado, quem sabe a caminhar para um abismo difícil de voltar atrás.

Da minha parte lutarei com todos os meios ao meu alcance para que estas informações cheguem a quem representa os Cidadãos portugueses na Assembleia da República, e dar todos os meios para que os deputados nacionais (independentemente do seu partido) possam exercer o seu direito e nos defender. Haja quem nos defenda.

Portanto, digo-vos que da minha parte ainda existe muito para andar até ao fim deste processo.

Portimão, 12 de Abril de 2016
 
João Bárbara
Aluno nº 1401515 – curso de Educação

Carta enviada nesta data para a Comissão de Educação da Assembleia de República, nomeadamente para o seu presidente e vice-presidentes, assim como representantes de todos os grupos parlamentares com assento na referida assembleia.


sábado, 20 de fevereiro de 2016

Dia Mundial da Justiça Social


A ONU reconhece este problema como universal, por isso mesmo definiu este dia como o Dia Mundial da Justiça Social. É urgente reconhecer a necessidade de promover esforços para combater a pobreza, a exclusão e o desemprego.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Dois temas, Duas opiniões diferentes!



Dois assuntos no dia de hoje e Duas opiniões pessoais diferentes

A questão da adoção por casais do mesmo sexo era um assunto que para muitos parecia insignificante, eu percebo isso, mas pensem na injustiça que era ser casado (sim, porque pessoas do mesmo sexo são casadas legalmente em Portugal) e não poder exercer o direito de adotar uma criança (direito esse que era garantido a todos os outros casais de pessoas de sexo diferente). Ainda mais importante que este direito de todos a adotar, era mesmo o direito de cada criança a ser adotado por um ou dois adultos, sejam estes que cor ou orientação sexual tenham. O direito da criança de ser adotado prevalece sobre o direito a adotar.
Felizmente que se teve o bom-senso (sem antes o nosso presidente ter feito aquela triste figura) de garantir igualdade para todos os portugueses. 
Até porque, já pensaram que um português, ou portuguesa, sozinho podia adotar uma criança mas se fosse legalmente casado com outra pessoa do mesmo sexo já não podia. Mas isto fazia sentido na cabeça de quem? Mas por este assunto, pode-se dizer que está tratado e arrumado. 
Podemos então garantir agora que foi feita justiça e que o verdadeiro superior interesse da criança será garantido.




O aborto é um assunto muito delicado e sério, não deve ser tratado com a leveza com que o fizeram. O que está em causa não é o direito da mulher em querer ou não ter um filho, mas sim o poder da vida que é dado a uma mulher.
Eu sou pela vida, e sou desde o início contra o aborto. Desde logo, é preciso percebermos de que abortos falamos. Não é um aborto de uma jovem, de uma mulher violada mas sim de uma mulher adulta e consciente dos seus atos sem proteção. 
O mesmo princípio da igualdade que referi no caso da adoção por casais do mesmo sexo, trago para esta discussão. Verifica-se no OE para 2016 que as taxas moderadoras vão manter-se, na maior parte dos atos clínicos, então porque na IVG são gratuitas? Será que o valor a cobrar era assim tão escandaloso para uma mulher? Não me parece, escandaloso é um português precisar de ir ao médico e não ter como pagar a taxa moderadora que cobram no hospital. Isso sim, é verdadeiramente escandaloso e devia ser tema de discussão em Portugal.
No caso da obrigatoriedade de consulta com psicólogo, eu até posso compreender em parte. Mas, pensem comigo, uma mulher que faz um aborto atrás de outro (e quem trabalha nesta área sabe que é verdadeiro e que acontece na realidade) não precisará de uma orientação? ou pelo menos de ser encaminhada para as consultas de planeamento familiar. Algo está errado nesta mulher.

E já agora, porque nalguns assuntos mais humanistas se que logo fazer uma referendo e depois noutros decide-se sem consultar os portugueses?