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quinta-feira, 2 de julho de 2015

[a minha opinião conta] Consulta Pública do documento de Estratégia Nacional para a Promoção da Atividade Física, da Saúde e do Bem-Estar



Consulta Pública do documento de Estratégia Nacional para a Promoção da Atividade Física, da Saúde e do Bem-Estar


Até ao próximo dia 15 de Julho, está em discussão pública, o documento de estratégia nacional para a Promoçãoda Atividade Física, da Saúde e do Bem-Estar – pouco tempo para um documento de tamanha importância na vida, na saúde e no bem-estar de todos os portugueses, adultos e jovens.

Com este documento, pretende-se combater a inatividade física, conseguindo desta forma melhorar a nossa condição física, saúde e bem-estar.

Li o documento, e fiz as minhas propostas, que quero aqui partilhar de forma sucinta e muito breve.
Desde logo, a necessidade de consciencialização por parte das empresas, e associações empresarias, para a importância da atividade física por parte dos seus funcionários. A começar na necessidade de horários compatíveis com uma vida física ativa, com a possibilidade de utilização de espaços desportivos próprios, ou em ginásios e clubes com acordos com as empresas.

Por parte dos organismos públicos, em particular autarquias, uma maior interação com os clubes e associações desportivas locais.

A utilização dos técnicos municipais para atividades físicas ao ar livre, ou em espaços desportivos locais – desenvolvimento de programas de ocupação dos tempos livres dos jovens e menos jovens, ou mesmo programas de férias desportivas sem encargos para o orçamento familiar.

A otimização dos espaços públicos existentes (campos de futebol ou ténis municipais, pavilhões escolares ou municipais e piscinas municipais), mesmo que estes estejam a ser explorados em exclusivo por algum clube ou associação. Torna-se necessário contratos programas dessa mesma exploração que possibilitem à população a sua utilização em partes do dia, ou mesmo em dias específicos, sem qualquer encargo – parece-me inconcebível que os espaços públicos não possam ser utilizados livremente (com as devidas restrições de número e condição física de cada pessoa) pelo menos em partes do dia e da semana.

Contratualizar com outros clubes e associações desportivas a possibilidade de utilização dos seus espaços próprios.

A nível escolar, torna-se imprescindível que, de uma vez por todas, se dê a devida importância ao desporto escolar, seu desenvolvimento e imputação de recursos a nível de escola. Aumentar o número de horas e de projetos dentro e fora da escola. Aceitar o desporto escolar como uma atividade que vai trazer mais saúde e bem-estar a todos os jovens, e por isso mesmo insubstituível por outra qualquer atividade escolar.

Criação, e sua implementação e divulgação, de programas de utilização de bicicletas e outros para a deslocação casa-escola-casa. Não esquecer da devida necessidade da criação de espaços próprios para o acondicionamento das bicicletas, principalmente de segurança. Ainda neste âmbito, verificar da necessidade de que os seguros escolares possam ser alargados e abranger esta mesma deslocação, no seu trajeto habitual.

Abraço

João Bárbara

sábado, 20 de junho de 2015

[a minha opinião conta] o direito à água, de todos para todos




Este é um assunto que deveria de merecer da nossa parte uma reflexão séria e urgente. Estamos a falar de algo que é do mais básico que existe na nossa vida - o acesso gratuito e incondicional à água.

A água é um bem essencial para a vida humana, para a saúde básica e para a nossa sobrevivência. Mesmo assim, enfrentamos atualmente, e diariamente, uma situação de emergência, em que milhões de pessoas carecem deste bem essencial. A falta de acesso à água, e ao saneamento adequado é das principais causas de doenças.

A água é uma condição prévia de todos os seres humanos. As Nações Unidas, declararam que o acesso a quantidades suficientes de água limpa para uso pessoal e doméstico é um direito fundamental de todos os seres humanos - "o direito humano á água é indispensável para a vida com dignidade humana. É um pré-requisito para a realização de outros direitos humanos" [ONU, 2002].

Agora, será que com a privatização do setor da água, se consegue garantir o acesso a este direito universal ?

Tenho muitas dúvidas, e neste sentido, sou mesmo contra tudo o que seja privatizar a água e o saneamento básico. Temos de nos 'bater' e não deixar que isso venha a ser uma realidade, o Estado tem de conseguir garantir este gestão. 
Sabemos que não é tarefa fácil, os interesses são muitos, o desperdício também, mas tem de ser garantido. 
Até podíamos ir mais longe, porque não o acesso tendencialmente gratuito á água ? já que temos escalões, que o primeiro escalão fosse considerado o essencial e a quantidade suficiente e, a partir dessa base se pagaria o restante gasto de água. Quem sabe um dia ...
Neste momento o que acontece em muitos municípios é que parte da população (não vou aqui discutir esta parte, mas sabe-se desde logo que sou completamente contra que uns a tenham mais barata que outros). Não contra a tarifa social para as famílias que desta usufruem, mas sim para aqueles que apenas pela sua profissão ou posição a têm mais barata.

Durante o presente mandato do Governo já se falou por diversas vezes neste assunto, o Governo sempre o negou, mas espero que não seja o prenúncio de nada. Onde há fumo, há fogo "

Contra, sempre Contra a privatização da água

segunda-feira, 1 de junho de 2015

[por Portimão e pelos portimonenses] E finalmente a permuta está aprovada !

(imagem do Folha do Domingo)

No passado dia 27, finalmente a Assembleia Municipal de Portimão aprovou a permuta do antigo edifício da CCAM com um terreno da paróquia. 

Foi um processo nem sempre fácil, que infelizmente não levou a uma aprovação unânime dos deputados municipais presentes, mas está aprovado que é o que interessa.

Quero felicitar o Padre Mário, assim como todas as Instituições e pessoas envolvidas envolvidas. Que continuem a realizar o Vosso trabalho da forma dedicada e sempre solidária que o fazem. Os portugueses, e os portimonenses em particular, precisam sempre de pessoas assim.

sábado, 23 de maio de 2015

[artigo de opinião] É preciso agir para apagar o bullying da nossa sociedade


Artigo de opinião, da minha autoria, publicado no site do Região Sul 




"Não é uma brincadeira. Não é uma boca para o ar. É uma repetição, uma espécie de rotina.", Tânia Paias (2014) no prólogo do seu livro "Tenho medo de ir à escola".

A violência entre pares é uma realidade, que muitas vezes esquecida e ignorada. Porque será que agora os jovens acham normal estas situações?

Nas últimas semanas assistimos a um aumento da exposição pública de situações degradantes e de humilhação gratuita por parte de jovens. Digo que é um aumento da exposição, porque a situação é grave, mas não é nova. Sempre houve situações de agressão, de conflito, que agora apelidamos de bullying, mas será que não havia mais predisposição dos jovens de antigamente para lidar com estas situações?

Não chega falar, debater, discutir, sobretudo é preciso agir - agir junto de toda a comunidade escolar: alunos, professores, funcionários e pais. Todos nós temos a responsabilidade de agir, não ser um sujeito passivo perante estas situações, perante o que assistimos ou sabemos.

Tenho a certeza que as situações que assistimos nos preocupam, nem que seja pelo receio que isso nos possa acontecer. Nem sempre as crianças e jovens se conseguem defender das situações de bullying, quer seja agressão física, como psicológica. Até porque com o novo conceito de cyber bullying a entrar nas nossas casas, a exposição pública, a que nós, e em especial as crianças e jovens ficaram, é demonstrativo do que pode acontecer. 

Apesar de ser um problema em grande parte na escola, não é exclusivo desta, é um problema que passa para a sociedade, é um problema de todos nós.
Não podemos, e sobretudo não devemos esperar mais, nem aguardar para ver o que acontece - está na altura de agir.
Portugal tem de ter a vontade e coragem política, e também cívica, para avançar para um plano de combate ao bullying. É algo que tem sido defendido por inúmeros especialistas nesta área, aqui quero destacar Luis Fernandes, autor do livro "Plano Bullying : como apagar o bullying da escola". Para este especialista é para ontem a implementação do Plano Nacional de Combate ao Bullying – eu estou com ele, e vocês?

Vamos todos começar a exercer a nossa cidadania, e estar atentos.

Vamos todos ajudar, e contribuir para apagar o bullying das nossas escolas e da nossa sociedade.

João Bárbara

UNICEF “Teaching and Learning about Child Rights: A study of implementation in 26 countries”


E como os direitos humanos, em particular os direitos das crianças e jovens, continua e está sempre no topo das minhas preocupações, aqui fica um estudo da UNICEF. Muito atual e atualizado, mesmo que assistamos diariamente ao incumprimento destes mesmo direitos das crianças e jovens.

Tive oportunidade de ler parte deste estudo, não na totalidade, pela sua extensão, mas que considero muito interessante. Aconselho a leitura, está em inglês.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Campanha da APAV



Campanha da APAV, para a sensibilização sobre o flagelo da violência doméstica

Assunto que deve estar sempre em cima da nossa mesa, e em especial presente nas nossas ações e sentimentos.

A APAV lançou um catálogo, muito interessante pela sua forma de fácil leitura e sobretudo muito apelativo ao olhar e á leitura. Parece um catálogo de uma qualquer loja de mobiliário e decoração, mas que nos pretende alertar para o que se passa dentro das nossas casas, e que por vezes é escondido da sociedade.

Este catálogo está disponivel no site da APAV, e pretende-se que seja divulgado em espaços como este meu blog e facebook.
A partilha é importante para relembrar a todos que podemos ter este flagelo da violência doméstica, muito perto de nós. Também nos permite perceber como agir, e para quem ligar, a alertar sobre situações de violência doméstica.


segunda-feira, 4 de maio de 2015

[artigo de opinião] Pela Vida mas sobretudo pela Dignidade do Ser humano

Artigo de opinião, da minha autoria, publicado no site do Região Sul 


Sou um forte defensor da Vida, Sou pela Vida e pela dignidade infinita do Ser humano.

Nas últimas semanas, muito se tem falado, muito se tem escrito e muito se tem pensado e discutido sobre os casos de gravidez em crianças de 12 e 13 anos. Não consigo deixar de pensar que não consigo encarar estes casos com certezas – existem sim, muitas incertezas e dúvidas.

Uma menina de 12 anos grávida, aparentemente do padrasto. Outras da mesma idade, grávidas por violação ou por exposição à prostituição.

Existem muitas dúvidas, principalmente nas questões éticas e morais. Logo deu origem ao extremismo, de um lado e outro. Como se a vida da menina e do bebé pudesse e devesse ser decidido por umas palavras escritas, sem sentimento e sem vida.

Esta criança sofre com o infortúnio de ter tido uma família que não soube cuidar dela, de uma sociedade que não soube protege-la, tendo levado a este dificílimo caso. Trata-se de uma criança fragilizada, que já tem na sua memória as violações que terá sofrido. Não podemos, de forma alguma, esquecer que se trata de uma criança que ninguém cuidou, que ninguém tratou e que ficou grávida fruto de relações não consensuais, aparentemente com um adulto.

Todos estes casos revela o pior que existe na nossa sociedade. Por isso mesmo, arrisco-me a dizer que somos mesmo todos culpados, uns porque nada fizeram, outros porque nada disseram, outros porque ignoraram e outros porque não foram capazes de observar os sinais ocultos que vinham de todas estas crianças.

Sou um defensor da Vida, por isso diariamente promovo a Paz que nasce da Justiça, promovo a solidariedade com os mais desprotegidos, luto por melhores condições de vida para todos e sobretudo para valorizar cada um de nós, cada cidadão, por aquilo que é e não por aquilo que aparenta.

Seja qual for a decisão para estas meninas, e para todas as outras não faladas, apenas posso esperar que os técnicos possam ajudar e orientar o melhor possível.

Que todos estejamos atentos ao que se passa à nossa volta, que não tenhamos receio do que vemos e que possamos ajudar todas estas crianças e jovens.

João Bárbara

sábado, 2 de maio de 2015

Video - adoção não é temporária





Uma realidade para muitos jovens que são adotados, e que, pelas mais inúmeras razões, não corre bem.

O video é apenas um video, não é real, mas a vida destes jovens é bem real.

A adoção não é temporária - uma frase que tem e deve ser repetida por todos !

quinta-feira, 30 de abril de 2015

[artigo de opinião] A cantina social e o seu cariz marcadamente social

Artigo de opinião, da minha autoria, publicado hoje, no Jornal Barlavento



A cantina social e o seu cariz marcadamente social

As políticas dos últimos governos têm negligenciado a família e o apoio social de tal forma, que cada vez mais se torna necessário a criação de espaços com este cariz, em especial os vocacionados para a ajuda do mais básico que existe na sociedade. Será necessário que as próximas políticas sociais, sejam de cariz marcadamente familiar, e não negligenciem os mais desfavorecidos. É preciso garantir políticas para a família, de apoio, de suporte, e que possam garantir os direitos básicos dos mais jovens.

Recentemente, mais propriamente no passado mês de fevereiro, tivemos oportunidade de ouvir e sobretudo de presenciar a benção por parte do Sr. bispo do Algarve, da cantina social da Cáritas Paroquial da matriz de Portimão. Este edifício serve a população, e sobretudo serve os jovens e os carenciados de Portimão.

Além da catequese, que junta semanalmente, e no mesmo espaço, centenas de crianças e jovens, também serve de sede aos escutas portimonenses. Não é de todo descabido afirmar que este edifício serve os quase 800 jovens que procuram na catequese e no escutismo católico, um abrigo, uma orientação e sobretudo um rumo de vida.

Neste espaço ainda podemos encontrar um projeto social, um projeto da maior importância para a paróquia e para o concelho - estamos a falar da cantina social, que é gerida pela Cáritas Paroquial da matriz de Portimão, e com a sempre imprescindível ajuda dos seus voluntários que assim garantem a assistência às centenas de famílias e portimonenses que a eles recorrem.

É do conhecimento de todos o elevado serviço social, e importância, que a cantina tem na vida das já mais de 200 famílias apoiadas diariamente pela Cáritas. E mais espaço, e condições houvesse, mais famílias seriam apoiadas. O futuro o dirá !

O padre Mário aproveitou para informar que o edifício onde ainda funciona parte da catequese, será transformado num ATL social, mais uma obra que esperamos que venha a ser uma realidade em breve.

A próxima assembleia municipal, vai discutir e de certo aprovar, o compromisso de permuta entre o Município de Portimão e a Fábrica da Igreja de Portimão. Desta forma, fica tudo bem encaminhado para a concretização final do permuta desta edifício. Todos os portimonenses esperam de certo que possa haver uma votação com unanimidade, porque de certo que o cariz social desta permuta assim o exige.


João Bárbara

terça-feira, 14 de abril de 2015

[artigo de opinião] E agora, como agir perante tanta violência sobre as Crianças ?

Deixo link para artigo de opinião, da minha autoria, publicado no site do Região Sul. Aceitam-se criticas e comentários ao artigo.



Os casos de violência e de abusos para com crianças das últimas semanas, só vieram mesmo agravar uma situação, já de si grave e preocupante.

Aos olhos de muitos, as situações de violência, e em alguns casos que acaba mesmo na morte trágica de uma criança, não seriam possíveis de acontecer, mas infelizmente são bem reais e até podem estar bem perto de nós. Muitos me têm perguntado, como é possível um Pai ou uma Mãe fazer isto a um filho? É uma pergunta que fica sem resposta, pois estes atos são de uma tamanha malvadez e estranheza que não podem, nem têm qualquer explicação.

Os últimos acontecimentos exigem de todos os portugueses uma voz ativa, uma maior atenção para o que nos rodeia, para as crianças e jovens que todos conhecemos e reconhecemos como em risco. As escolas, os professores, os educadores, e todos os cidadãos em geral têm de perder o receio de relatar a quem de direito as situações que têm conhecimento, e até o podem fazer no anonimato.

Atenção já não se pede, neste momento exige-se de todos nós !

Também é imprescindível que, de uma vez por todas, o Estado português assuma o seu papel e possa dar a todos os organismos que têm a responsabilidade infantil, formas e meios para combater e ajudar as crianças e jovens em risco. Basta ler o que tem sido descrito e relatado por quem trabalha e acompanha as inúmeras Comissões Proteção Crianças e Jovens em Portugal – são por vezes milhares de processos, que sem técnicos são impossíveis de dar seguimento e sobretudo de tentar resolver.

E agora, como agir perante tanta violência sobre as Crianças ?

A resposta vai ficar em aberto, mas urge agir e agir e agir, já chega de passividade perante casos após casos de violência sobre as Crianças.

Não será suficiente, mas foi com enorme satisfação, e posso dizer alguma expectativa, que li no comunicado do Instituto de Apoio à Criança, da intenção de propor ao Governo a criação de um Plano Nacional de Prevenção e Combate à Violência sobre as Crianças. Pelo que conheço, e tenho acompanhado, do trabalho deste instituto, tenho a certeza que vai ser um plano real, mas sobretudo de aplicação possível. Espero ansiosamente para ler o plano.


João Bárbara