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sábado, 23 de maio de 2015

[artigo de opinião] É preciso agir para apagar o bullying da nossa sociedade


Artigo de opinião, da minha autoria, publicado no site do Região Sul 




"Não é uma brincadeira. Não é uma boca para o ar. É uma repetição, uma espécie de rotina.", Tânia Paias (2014) no prólogo do seu livro "Tenho medo de ir à escola".

A violência entre pares é uma realidade, que muitas vezes esquecida e ignorada. Porque será que agora os jovens acham normal estas situações?

Nas últimas semanas assistimos a um aumento da exposição pública de situações degradantes e de humilhação gratuita por parte de jovens. Digo que é um aumento da exposição, porque a situação é grave, mas não é nova. Sempre houve situações de agressão, de conflito, que agora apelidamos de bullying, mas será que não havia mais predisposição dos jovens de antigamente para lidar com estas situações?

Não chega falar, debater, discutir, sobretudo é preciso agir - agir junto de toda a comunidade escolar: alunos, professores, funcionários e pais. Todos nós temos a responsabilidade de agir, não ser um sujeito passivo perante estas situações, perante o que assistimos ou sabemos.

Tenho a certeza que as situações que assistimos nos preocupam, nem que seja pelo receio que isso nos possa acontecer. Nem sempre as crianças e jovens se conseguem defender das situações de bullying, quer seja agressão física, como psicológica. Até porque com o novo conceito de cyber bullying a entrar nas nossas casas, a exposição pública, a que nós, e em especial as crianças e jovens ficaram, é demonstrativo do que pode acontecer. 

Apesar de ser um problema em grande parte na escola, não é exclusivo desta, é um problema que passa para a sociedade, é um problema de todos nós.
Não podemos, e sobretudo não devemos esperar mais, nem aguardar para ver o que acontece - está na altura de agir.
Portugal tem de ter a vontade e coragem política, e também cívica, para avançar para um plano de combate ao bullying. É algo que tem sido defendido por inúmeros especialistas nesta área, aqui quero destacar Luis Fernandes, autor do livro "Plano Bullying : como apagar o bullying da escola". Para este especialista é para ontem a implementação do Plano Nacional de Combate ao Bullying – eu estou com ele, e vocês?

Vamos todos começar a exercer a nossa cidadania, e estar atentos.

Vamos todos ajudar, e contribuir para apagar o bullying das nossas escolas e da nossa sociedade.

João Bárbara

UNICEF “Teaching and Learning about Child Rights: A study of implementation in 26 countries”


E como os direitos humanos, em particular os direitos das crianças e jovens, continua e está sempre no topo das minhas preocupações, aqui fica um estudo da UNICEF. Muito atual e atualizado, mesmo que assistamos diariamente ao incumprimento destes mesmo direitos das crianças e jovens.

Tive oportunidade de ler parte deste estudo, não na totalidade, pela sua extensão, mas que considero muito interessante. Aconselho a leitura, está em inglês.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Campanha da APAV



Campanha da APAV, para a sensibilização sobre o flagelo da violência doméstica

Assunto que deve estar sempre em cima da nossa mesa, e em especial presente nas nossas ações e sentimentos.

A APAV lançou um catálogo, muito interessante pela sua forma de fácil leitura e sobretudo muito apelativo ao olhar e á leitura. Parece um catálogo de uma qualquer loja de mobiliário e decoração, mas que nos pretende alertar para o que se passa dentro das nossas casas, e que por vezes é escondido da sociedade.

Este catálogo está disponivel no site da APAV, e pretende-se que seja divulgado em espaços como este meu blog e facebook.
A partilha é importante para relembrar a todos que podemos ter este flagelo da violência doméstica, muito perto de nós. Também nos permite perceber como agir, e para quem ligar, a alertar sobre situações de violência doméstica.


segunda-feira, 4 de maio de 2015

[artigo de opinião] Pela Vida mas sobretudo pela Dignidade do Ser humano

Artigo de opinião, da minha autoria, publicado no site do Região Sul 


Sou um forte defensor da Vida, Sou pela Vida e pela dignidade infinita do Ser humano.

Nas últimas semanas, muito se tem falado, muito se tem escrito e muito se tem pensado e discutido sobre os casos de gravidez em crianças de 12 e 13 anos. Não consigo deixar de pensar que não consigo encarar estes casos com certezas – existem sim, muitas incertezas e dúvidas.

Uma menina de 12 anos grávida, aparentemente do padrasto. Outras da mesma idade, grávidas por violação ou por exposição à prostituição.

Existem muitas dúvidas, principalmente nas questões éticas e morais. Logo deu origem ao extremismo, de um lado e outro. Como se a vida da menina e do bebé pudesse e devesse ser decidido por umas palavras escritas, sem sentimento e sem vida.

Esta criança sofre com o infortúnio de ter tido uma família que não soube cuidar dela, de uma sociedade que não soube protege-la, tendo levado a este dificílimo caso. Trata-se de uma criança fragilizada, que já tem na sua memória as violações que terá sofrido. Não podemos, de forma alguma, esquecer que se trata de uma criança que ninguém cuidou, que ninguém tratou e que ficou grávida fruto de relações não consensuais, aparentemente com um adulto.

Todos estes casos revela o pior que existe na nossa sociedade. Por isso mesmo, arrisco-me a dizer que somos mesmo todos culpados, uns porque nada fizeram, outros porque nada disseram, outros porque ignoraram e outros porque não foram capazes de observar os sinais ocultos que vinham de todas estas crianças.

Sou um defensor da Vida, por isso diariamente promovo a Paz que nasce da Justiça, promovo a solidariedade com os mais desprotegidos, luto por melhores condições de vida para todos e sobretudo para valorizar cada um de nós, cada cidadão, por aquilo que é e não por aquilo que aparenta.

Seja qual for a decisão para estas meninas, e para todas as outras não faladas, apenas posso esperar que os técnicos possam ajudar e orientar o melhor possível.

Que todos estejamos atentos ao que se passa à nossa volta, que não tenhamos receio do que vemos e que possamos ajudar todas estas crianças e jovens.

João Bárbara

sábado, 2 de maio de 2015

Video - adoção não é temporária





Uma realidade para muitos jovens que são adotados, e que, pelas mais inúmeras razões, não corre bem.

O video é apenas um video, não é real, mas a vida destes jovens é bem real.

A adoção não é temporária - uma frase que tem e deve ser repetida por todos !

quinta-feira, 30 de abril de 2015

[artigo de opinião] A cantina social e o seu cariz marcadamente social

Artigo de opinião, da minha autoria, publicado hoje, no Jornal Barlavento



A cantina social e o seu cariz marcadamente social

As políticas dos últimos governos têm negligenciado a família e o apoio social de tal forma, que cada vez mais se torna necessário a criação de espaços com este cariz, em especial os vocacionados para a ajuda do mais básico que existe na sociedade. Será necessário que as próximas políticas sociais, sejam de cariz marcadamente familiar, e não negligenciem os mais desfavorecidos. É preciso garantir políticas para a família, de apoio, de suporte, e que possam garantir os direitos básicos dos mais jovens.

Recentemente, mais propriamente no passado mês de fevereiro, tivemos oportunidade de ouvir e sobretudo de presenciar a benção por parte do Sr. bispo do Algarve, da cantina social da Cáritas Paroquial da matriz de Portimão. Este edifício serve a população, e sobretudo serve os jovens e os carenciados de Portimão.

Além da catequese, que junta semanalmente, e no mesmo espaço, centenas de crianças e jovens, também serve de sede aos escutas portimonenses. Não é de todo descabido afirmar que este edifício serve os quase 800 jovens que procuram na catequese e no escutismo católico, um abrigo, uma orientação e sobretudo um rumo de vida.

Neste espaço ainda podemos encontrar um projeto social, um projeto da maior importância para a paróquia e para o concelho - estamos a falar da cantina social, que é gerida pela Cáritas Paroquial da matriz de Portimão, e com a sempre imprescindível ajuda dos seus voluntários que assim garantem a assistência às centenas de famílias e portimonenses que a eles recorrem.

É do conhecimento de todos o elevado serviço social, e importância, que a cantina tem na vida das já mais de 200 famílias apoiadas diariamente pela Cáritas. E mais espaço, e condições houvesse, mais famílias seriam apoiadas. O futuro o dirá !

O padre Mário aproveitou para informar que o edifício onde ainda funciona parte da catequese, será transformado num ATL social, mais uma obra que esperamos que venha a ser uma realidade em breve.

A próxima assembleia municipal, vai discutir e de certo aprovar, o compromisso de permuta entre o Município de Portimão e a Fábrica da Igreja de Portimão. Desta forma, fica tudo bem encaminhado para a concretização final do permuta desta edifício. Todos os portimonenses esperam de certo que possa haver uma votação com unanimidade, porque de certo que o cariz social desta permuta assim o exige.


João Bárbara

terça-feira, 14 de abril de 2015

[artigo de opinião] E agora, como agir perante tanta violência sobre as Crianças ?

Deixo link para artigo de opinião, da minha autoria, publicado no site do Região Sul. Aceitam-se criticas e comentários ao artigo.



Os casos de violência e de abusos para com crianças das últimas semanas, só vieram mesmo agravar uma situação, já de si grave e preocupante.

Aos olhos de muitos, as situações de violência, e em alguns casos que acaba mesmo na morte trágica de uma criança, não seriam possíveis de acontecer, mas infelizmente são bem reais e até podem estar bem perto de nós. Muitos me têm perguntado, como é possível um Pai ou uma Mãe fazer isto a um filho? É uma pergunta que fica sem resposta, pois estes atos são de uma tamanha malvadez e estranheza que não podem, nem têm qualquer explicação.

Os últimos acontecimentos exigem de todos os portugueses uma voz ativa, uma maior atenção para o que nos rodeia, para as crianças e jovens que todos conhecemos e reconhecemos como em risco. As escolas, os professores, os educadores, e todos os cidadãos em geral têm de perder o receio de relatar a quem de direito as situações que têm conhecimento, e até o podem fazer no anonimato.

Atenção já não se pede, neste momento exige-se de todos nós !

Também é imprescindível que, de uma vez por todas, o Estado português assuma o seu papel e possa dar a todos os organismos que têm a responsabilidade infantil, formas e meios para combater e ajudar as crianças e jovens em risco. Basta ler o que tem sido descrito e relatado por quem trabalha e acompanha as inúmeras Comissões Proteção Crianças e Jovens em Portugal – são por vezes milhares de processos, que sem técnicos são impossíveis de dar seguimento e sobretudo de tentar resolver.

E agora, como agir perante tanta violência sobre as Crianças ?

A resposta vai ficar em aberto, mas urge agir e agir e agir, já chega de passividade perante casos após casos de violência sobre as Crianças.

Não será suficiente, mas foi com enorme satisfação, e posso dizer alguma expectativa, que li no comunicado do Instituto de Apoio à Criança, da intenção de propor ao Governo a criação de um Plano Nacional de Prevenção e Combate à Violência sobre as Crianças. Pelo que conheço, e tenho acompanhado, do trabalho deste instituto, tenho a certeza que vai ser um plano real, mas sobretudo de aplicação possível. Espero ansiosamente para ler o plano.


João Bárbara

quarta-feira, 1 de abril de 2015

[artigo de opinião] O papel dos Pais numa Escola Pública


Deixo-vos com o link para artigo de opinião, da minha autoria, intitulado de : "O papel dos Pais numa Escola Pública", publicado no site do Região Sul.

Convido todos a lerem, a comentarem e sejam livres de partilhar com os Vossos amigos, se assim o entenderem.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Combate ao abuso sexual, pornografia e exploração sexual de menores










O Conselho de Ministros aprovou uma proposta de lei que procede à alteração do código penal, tornando mais eficaz o combate ao abuso sexual, pornografia infantil e à exploração sexual de crianças e jovens. 

Passa a ser crime, o aliciamento de menores para fins sexuais com recurso às tecnologias de informação e da comunicação. Exemplo disso é a internet e o facebook. 
Este novo tipo de aliciamento e de perigo está na casa de todos nós, em especial pela larga utilização do facebook por menores de idade, muitas vezes sem qualquer supervisão de adultos responsáveis.

A par destas medidas, também vai criado um registo de identificação criminal de condenados por crimes contra a autodeterminação sexual e a liberdade sexual de menores, assim como inibição de uma pessoa condenada por estes crimes de trabalhar, ou mesmo ser voluntário, em instituições com contacto com crianças e jovens. 

Como Pai e Educador que sou, tenho plena consciência que hoje foi dado um passo importante no combate ao abuso sexual, pornografia infantil e à exploração sexual de crianças e jovens. 

Aguardemos agora que a base de dados não seja mal utilizada e interpretada.