domingo, 29 de março de 2009

Baixa do IVA irreal !

(artigo de opinião - João Bárbara)

Baixa do IVA irreal !


Mais uma medida do Governo, supostamente para apoio à crise e ás famílias. Medida que se tem revelado de irreal e sem efeito nenhum prático.

A primeira vez que eu ouvi falar da descida do IVA, pensei logo que seria bom e era uma grande ajuda para as famílias. Veio-me logo à cabeça que se ia reflectir directamente na minha carteira, mas tal não aconteceu.

Infelizmente os nossos empresários e comerciantes, de uma forma geral, têm uma mentalidade pouco aberta e 'virada para o próprio umbigo'. Não tenho dúvidas de que as dificuldades das empresas são muitas e difíceis de resolver, mas tenho a certeza de que não é por aproveitarem-se de uma medida de apoio ao consumidor que vão resolver os problemas de tesouraria que as empresas têm. Vejo, do ponto de vista do consumidor, que é um aproveitamento alheio para encher o próprio bolso. Tenho até vontade de dizer que nalguns casos poderá ser mesmo considerado de falta de ética.

Vejam por exemplo os dois exemplos mais concretos desta medida.

Em 2008, o Governo desceu o IVA aplicados nos ginásios mas isso não desceu a mensalidade. Foi uma medida que poderia servir para trazer mais pessoas para o ginásio, aumentando assim até o número de sócios e trazer mais pessoas para a prática desportiva. Isso não aconteceu .... e desafio quem me possa apontar um caso de ginásio em que a mensalidade tenha descido na proporção da descida do IVA.

Mais recentemente foi o caso da descida do IV nas cadeiras de crianças. A DECO revela mesmo no seu último número da PROTESTE que em 14 modelos, apenas um acompanhou a descida do IVA, e apenas se analisou as marcas mais representativas.

Estes exemplos apenas provam que só por si reduzir a taxa do IVA pode não beneficiar o consumidor. Na prática, fabricantes e consumidores são os que lucram com esta medida irreal e surrealista.

Para aliviar os encargos mensais das famílias pede-se e exige-se do Governo a adopção de medidas com efeitos práticos e reais na carteira.


João Bárbara

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