quarta-feira, 4 de novembro de 2009

FC Porto - oitavos já cá cantam


Estive a guardar-me para hoje ...... não ouvi ninguém comentar o jogo do Porto !!!! triste figura a destes amigos que só mandam sms e telefonam quando o jogo corre menos bem - isto é para alguns que vão enfiar esta carapuça.

Com um golo de Falcão, a seis minutos do fim, o FC Porto colocou-se nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. A vitória sobre o APOEL Nicósia, conjugada com o empate do Chelsea, em Madrid, faz com que os dragões possam fechar o primeiro objectivo europeu com rara antecedência. Como bónus, têm o luxo de dispor de duas jornadas para gerir efectivos, mesmo não abdicando do objectivo de decidir o primeiro lugar no grupo com os ingleses.

Uma conjugação feliz que acaba por representar prémio máximo para uma equipa que em Nicósia se ficou muito tempo pelo rendimento mínimo. Sem Belluschi, ainda à procura da forma, e com Guarín, Jesualdo Ferreira apresentou um meio-campo compacto, mas sem golpe de asa. A evidente superioridade técnica era, assim, anulada pelo espírito combativo dos cipriotas, que aos 14 minutos deram o primeiro aviso, num remate de Mirosavljevic que obrigou o guarda-redes Helton a grande defesa.

Se o controlo das operações nunca esteve em causa, o défice de criatividade e o espírito perdulário de Hulk (que ocasião falhada, aos 29 minutos!) nivelavam o jogo por baixo.

O FC Porto nem sequer conseguia tirar partido do facto de ter pela frente um adversário que defendia bem à frente, dando espaço às arrancadas de Hulk e do desinspirado Rodríguez.

O guarda-redes Chiotis, que no início do jogo dera evidentes sinais de nervosismo, começava a ganhar confiança e a tornar-se uma figura do encontro, negando o golo a Hulk e Falcão. E algumas iniciativas de Mirosavljevic deixavam no ar uma falsa sensação de equilíbrio, que só se rompeu quando Jesualdo Ferreira recorreu ao plano B, lançando Farías para o lugar de Cristian Rodríguez.

Mesmo com o empate a deixar óptimas perspectivas de apuramento, com mais presença na área, o campeão português chegava ao sprint final em condições de fechar a tarefa, ajudado pelos golos de Drogba em Madrid. E foi então que, num belo movimento de rotação, Radamel Falcão redescobriu o instinto matador, fechando as contas do Grupo D e dando aos dragões uma relativa folga no calendário, ainda mais bem-vinda pelas angústias dos últimos jogos da Liga portuguesa.

Já para não falar dos milhões que aí vêm ..... é só pessoal a roer-se de inveja.

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