quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Nova tecnologia Cardmobil


Noticia do IOnline

Tem cartão de pontos? O que o empregado sorridente que lhe pergunta isto quer saber é se já faz parte do universo de clientes que a empresa em questão pretende agarrar e fidelizar em troca de alguns mimos. O cartão exibe o nome do cliente em letras douradas e vem acompanhado de catálogo de ofertas.

O problema é que as marcas já perceberam que o esquema funciona e não é raro ver carteiras entupidas de cartões deste tipo. E que faz o cliente quando se esquece de um? Volta mais tarde para não perder os pontos. Ou então adere à nova tecnologia portuguesa que promete revolucionar os sistemas de fidelização. Chama-se Cardmobili e substitui o cartão de plástico por uma imagem no telemóvel. Isto é, a única coisa que o cliente terá de trazer consigo é aquele pequeno aparelho pelo qual toda a gente volta atrás quando se esquece.

"Não faz muito sentido andar com dezenas de cartões, é um incómodo", diz ao i Helena Leite, CEO (chief executive officer) da recém-criada Cardmobili, explicando o conceito: "As empresas continuam a interagir com os clientes, mas de forma desmaterializada."

O sistema funciona tal e qual como uma aplicação simples para o telemóvel, que se descarrega em poucos minutos. Para começar, o consumidor tem de se registar no site cardmobili.com e ver na base de dados quais os cartões que já tem. Escolhe aqueles que quer desmaterializar, introduz o número e a validade que aparecem na face do cartão de plástico e finaliza descarregando a aplicação para o telemóvel.

Aqui, o consumidor pode escolher entre ir à loja de aplicações (app store) ou fornecer o número de telemóvel e receber a aplicação. Helena Leite frisa que não é obrigatório fornecer o número de telemóvel, já que isso poderia inibir os consumidores. "Quando a pessoa dá o número não corre o risco de receber mensagens estranhas", informa Helena Leite. Todas as comunicações das empresas são definidas pelo próprio cliente, que escolhe se quer ou não receber SMS promocionais e de quais empresas. "A única coisa obrigatória é fornecer um endereço de email válido", acrescenta a responsável.

Quando já terminou o processo, o consumidor abre o ícone da Cardmobili no telemóvel e escolhe o cartão da loja onde está a fazer compras, sem precisar de ligação à internet.

"Quando lançarmos o serviço para o iPhone e outros modelos de smartphones vamos ter aplicações online mais sofisticadas", indica Helena Leite. Outro objectivo é aumentar a gama de cartões que podem ser substituídos. "Vamos poder ler códigos de barras", confirma a CEO, falando também na tecnologia sem fios NFC (near field communications), que alguns telemóveis Nokia já detêm e permite uma comunicação sem fios.

A primeira empresa cliente é a FutureHealthCare, com um cartão de saúde premium. Mas a Cardmobili quer mais. "O serviço só faz sentido com milhões de utilizadores", diz Helena Leite, que já tem um colaborador nos EUA a tentar fechar acordo com uma grande cadeia de retalho de electrónica. Seguem-se Brasil, México, e os principais mercados europeus.

1 comentário:

Cardmobili disse...

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