segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

[a minha opiniao conta] como se 'vive' a saude mental em Portugal

 
 
No passado mês de Dezembro, foi apresentado o relatório : "PORTUGAL - SAUDE MENTAL EM NUMEROS 2014".
Foram apresentados os dados da saúde mental em Portugal, referente ao ano de 2014.
 
As perturbações mentais tiram mais anos de vida do que o próprio cancro, sendo somente suplantadas pelas doenças do foro cérebro-vascular. É um dado importante e que merece todo o nosso empenho e análise.
 
Este relatório apresenta várias lacunas e problemas em todo o meio que envolve a saúde mental em Portugal.
 
Salienta a escassez de equipas no terreno, equipas comunitárias que podiam e deviam de estar próximas dos doentes e das suas famílias. Os próprios profissionais de saúde estão longe dos doentes, o que provoca regulares e longas deslocações, com todos os problemas e dificuldades inerentes.
 
Esta é, aliás uma das razões apresentadas para que a prescrição de fármacos continue a ser a resposta predominante, meso nas situações em que tal não era aconselhado e indicado. Este documento aconselha uma "análise da pratica sobre a prescrição e utilização de psicofármacos, sobretudo no caso dos ansiolíticos, sedativos e hipnóticos." - refere mesmo que em relação a outros países europeus, Portugal apresenta um maior consumo de ansiolíticos, sedativos e hipnóticos.
 
 
Uma das áreas mais problemáticas está relacionada com a saúde mental de crianças e adolescentes, particularmente a nível do internamento, onde as camas do setor público são manifestamente insuficientes.
O relatório salienta o facto de se continuar a aguardar a implementação do último pilar do Plano Nacional para o setor - os Cuidados Continuados de Saúde Mental, tanto na vertente dos adultos como principalmente na das crianças e adolescentes.
 
Existe muito trabalho a fazer, e era importante que o Governo e o Ministério respetivo fossem pressionados para implementar o último pilar acima indicado, assim como o aumento do número de camas para a saúde mental em Portugal, quer para os adultos como para as crianças e adolescentes.
 
Não nos esqueçamos que crianças e adolescente não podem nem deviam de ser tratados junto de adultos.

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