sábado, 7 de fevereiro de 2015

[a minha opinião conta] será que os nossos filhos dormem o suficiente ?

(imagem do site Crescer)
 
 
Será que os nossos filhos(as) dormem o suficiente ?
 
Depois de ler este artigo no Observador, deu-me para escrever este post. Espero que se identifiquem.
 
A necessidade de dormir varia e diminui com o passar da idade. Só para termos uma idéia, com 1 ano temos necessidade de dormir 11 a 14 horas e com 17 anos, um adolescente precisa de dormir entre 8 a 10 horas. Uma redução grande com o passar dos anos.
 
(imagem do site da National Sleep Foundation)
 
Para além destes valores na tabela acima, temos sempre de ter em conta alguns elementos como os sinais da privação do sono. Frequentemente um jovem dorme muito ao fim de semana, o que quer dizer logo à partida que anda a dormir pouco durante a semana. É um sinal que o organismo nos dá e mostra.
 
Pela experiência que tenho, quando um jovem não dorme o suficiente, a sua capacidade de concentração e de estudo diminui drasticamente. E, já para não falar, da irritabilidade que fica.
 
O cansaço provocado pela falta de horas de sono é prejudicial à vida de uma criança ou de jovem. Verifique regularmente se o seu filho dorme o suficiente, e tente se possível antecipar a ida para a cama. Mesmo que ele não durma logo, mas prepara o corpo para o descanso e para uma boa noite de sono.
 
Bons sonhos.


1 comentário:

Anónimo disse...

Os adolescentes privados de sono têm maior probabilidade de terem acidentes, um pior rendimento e comportamento escolar e problemas de saúde, porque o sistema imunitário fica mais débil.

Um quarto dos adolescentes dorme menos de sete horas por noite e apenas 20% dormem mais de nove horas, revela um estudo sobre os padrões de sono desta população, que alerta para os riscos destes comportamentos.

Realizado pela Associação Portuguesa de Cronobiologia e Medicina do Sono (APCMS), o estudo procurou identificar as características do sono nos adolescentes, tendo inquirido 354 jovens de várias escolas do país em 2013.

Segundo o estudo, a maior parte dos adolescentes (cerca de 67%) dorme entre sete e nove horas, o que, segundo os especialistas, "é insuficiente", uma vez que o ideal seria dez horas, e comporta "riscos reais" para os jovens, como mau desempenho escolar e adoção de comportamentos desviantes.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da associação e coordenador do estudo, Miguel Meira e Cruz, disse que estes dados "não são surpresa", mas "vêm cimentar a preocupação que existe sobre a restrição e privação do sono" nos adolescentes.

"Os adolescentes não têm grandes regras para ir para a cama, fisiologicamente também estão mais propensos para se deitarem mais tarde, disse Miguel Meira e Cruz.

Por outro lado, têm muito mais focos de atenção, como as saídas à noite, estudar durante a noite, as discotecas, os telemóveis, as redes sociais.

Segundo o especialista, os adolescentes privados de sono têm maior probabilidade de terem acidentes, um pior rendimento e comportamento escolar e problemas de saúde, porque o sistema imunitário fica mais débil.

Também "têm mais comportamentos de risco, consomem mais substâncias nocivas, bebem mais álcool e têm comportamentos desviantes", sublinhou.

Helena Loureiro, coautora do trabalho, apontou diversas explicações para os resultados do estudo, divulgados a propósito do Dia Mundial do Sono (13 de março).

"Entre outros motivos importantes, prevalecem hábitos desajustados, consumo calórico excessivo e implementação deficitária de regras elementares de higiene do sono", disse Helena Loureiro.

Perante estes resultados, Miguel Meira e Cruz defendeu que têm de ser mantidos esforços para mudar comportamentos e educar a população jovem e, sobretudo, as famílias para que "o sono, algo fundamental à vida, essencial para o desenvolvimento, saúde e bem-estar, tenha um papel central na vida dos jovens".

O estudo também analisou o cronotipo destes adolescentes (vespertinos, intermediários ou matutinos) e a sua interação com a duração do sono e sonolência.

"Constatámos que existia uma correlação inversa entre sonolência e cronotipo, ou seja, parece que os vespertinos são mais afetados pela sonolência e suas potenciais consequências", explicou Miguel Meira Cruz.

Por outro lado, a relação linear direta entre o cronotipo e a duração de sono permite concluir que os matutinos têm maior tempo de sono, provavelmente porque se deitam mais cedo e são mais regrados.

Para o coordenador do estudo, seria vantajoso "definir e adequar horários em função do relógio biológico dos estudantes, o que não é feito".

Miguel Meira Cruz adiantou que estes problemas levam muitos jovens às consultas do sono. "Muitas vezes chegam-nos à consulta com dificuldades em manterem-se acordados durante as aulas, com sonolência".

Segundo o especialista, estas situações são relativamente fáceis de tratar, na maioria das vezes não envolve fármacos, mas "requerem uma disciplina do adolescente, mas também da família", para mudar hábitos e comportamentos.