terça-feira, 14 de abril de 2015

[artigo de opinião] E agora, como agir perante tanta violência sobre as Crianças ?

Deixo link para artigo de opinião, da minha autoria, publicado no site do Região Sul. Aceitam-se criticas e comentários ao artigo.



Os casos de violência e de abusos para com crianças das últimas semanas, só vieram mesmo agravar uma situação, já de si grave e preocupante.

Aos olhos de muitos, as situações de violência, e em alguns casos que acaba mesmo na morte trágica de uma criança, não seriam possíveis de acontecer, mas infelizmente são bem reais e até podem estar bem perto de nós. Muitos me têm perguntado, como é possível um Pai ou uma Mãe fazer isto a um filho? É uma pergunta que fica sem resposta, pois estes atos são de uma tamanha malvadez e estranheza que não podem, nem têm qualquer explicação.

Os últimos acontecimentos exigem de todos os portugueses uma voz ativa, uma maior atenção para o que nos rodeia, para as crianças e jovens que todos conhecemos e reconhecemos como em risco. As escolas, os professores, os educadores, e todos os cidadãos em geral têm de perder o receio de relatar a quem de direito as situações que têm conhecimento, e até o podem fazer no anonimato.

Atenção já não se pede, neste momento exige-se de todos nós !

Também é imprescindível que, de uma vez por todas, o Estado português assuma o seu papel e possa dar a todos os organismos que têm a responsabilidade infantil, formas e meios para combater e ajudar as crianças e jovens em risco. Basta ler o que tem sido descrito e relatado por quem trabalha e acompanha as inúmeras Comissões Proteção Crianças e Jovens em Portugal – são por vezes milhares de processos, que sem técnicos são impossíveis de dar seguimento e sobretudo de tentar resolver.

E agora, como agir perante tanta violência sobre as Crianças ?

A resposta vai ficar em aberto, mas urge agir e agir e agir, já chega de passividade perante casos após casos de violência sobre as Crianças.

Não será suficiente, mas foi com enorme satisfação, e posso dizer alguma expectativa, que li no comunicado do Instituto de Apoio à Criança, da intenção de propor ao Governo a criação de um Plano Nacional de Prevenção e Combate à Violência sobre as Crianças. Pelo que conheço, e tenho acompanhado, do trabalho deste instituto, tenho a certeza que vai ser um plano real, mas sobretudo de aplicação possível. Espero ansiosamente para ler o plano.


João Bárbara

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