quinta-feira, 23 de julho de 2015

A minha desfiliação e a vontade de Mudança

Entendo que hoje é o melhor dia para apresentar este conjunto de palavras. Não vai de certeza surpreender ninguém, mas com o aproximar do próximo fim de semana, entendo que devo deixar estas notas.

Tudo na vida tem um princípio e um fim. A começar logo pela própria vida, passando pelo lado sentimental da amizade e do amor e até às vezes as promessas que julgamos eternas. A política não pode, e não é exceção a uma das mais simples lei da natureza.

Enviei a minha carta de desfiliação política ao CDS, foi esta a melhor forma de cortar um 'cordão' que durava desde 13 de Março de 2008 e acabo assim com o que restava de ligação ao partido onde militei ativamente. 

Cresci neste partido, aprendi, gostei e desgostei. Conheci muitas pessoas, algumas que considero meus amigos. As razões deste meu pedido são pessoais e já foram discutidas o suficiente para ter deixado algumas marcas ... Sei que deixo amigos, e outros pouco amigos, mas a vida é feita disto mesmo - nem sempre podemos aceitar e ser aceites por todos. O importante é mantermos o respeito, e isso sempre foi o ponto principal para mim.

Os meus passos no CDS começaram por ser uma coisa natural, o poder ter opinião, tomar posição, defendê-la mesmo quando solitário. Saber de onde vimos, onde nos posicionamos e para onde vamos. Saber sempre entrar, estar e sair. É o mais natural. Para simples, mas é tudo menos isso.

Participei em campanhas, movimentos, lutas e reuniões. Não fugi a nada, andar pelas ruas em campanha, a colar cartazes, a pendurar pendões, a envergar uma camisola aprendendo a não ter vergonha nem medo de o fazer. É verdade que entrei no partido numa altura de abertura à sociedade, e optei por sair numa altura em que acho que essa mesma abertura mudou - pode ser problema de falta de democracia interna no CDS, em que nem tudo é claro e às claras - estava então na altura de sair e de virar a página para um novo capítulo. 

Obrigado a todos, FUI !

Mudança, palavra esta que sempre criou um mal estar, embora não perceba muito bem porquê.

Sempre cultivei que não basta ter uma posição: é preciso defendê-la, vivê-la, habitá-la. No fundo, ser Cidadão, que o voto é um direito obrigatório, que somos responsáveis por Nós e pelos outros. A política começa na porta da rua, no vizinho, no amor à terra onde nos enraizamos. E que daí, à região ou à nação é apenas uma questão de tempo e de dimensão.

E, contrariamente ao que alguns dizem e pensam, encontrei no NÓS CIDADÃOS o espaço, o grupo, o movimento que procurava sem o saber. Um grupo onde a democracia é uma realidade, onde existe apenas um grupo de Cidadãos que defende, com unhas e dentes, os interesses da nossa sociedade e dos seus Cidadãos. Não existe essa coisa da direita e da esquerda, mas sim um conjunto de idéias para melhorar e ajudar Portugal.

Vou integrar o NÓS CIDADÃOS de coração, convicto das palavras do Manisfesto de Lista A, que subscrevo na integra. Sabe bem integrar um partido que quer trabalhar para o bem comum, servir Portugal e não servir-se, que quer lutar pelas pessoas e com as pessoas e sobretudo dá voz a uma verdadeira Cidadania de quem não se revê nos partidos existentes. 


A todos: seguimos na vida e procuramos sempre o que pensamos ser melhor para Nós.

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