[COVID-19] Exceções ao Dever Geral de Recolhimento



Caros amigos e amigas,

O que Vos parece a curva do gráfico acima? todos os dias, o número que sobre é superior .... hoje já foi de mais de 900 casos.

Passamos o número redondo, e já estamos com 5.170 infetados, e outros tantos em análise, o que nos pode facilmente colocar no dobro destes números. Os suspeitos também está em grande, já ultrapassa os 32.000.
Mas quando tudo isto parece não ser nada, fica o número redondo de 100 óbitos, estranho um número redondo. mas eles lá devem saber .... o óbito de ontem no Algarve não aparece, se calhar contabilizaram no Norte, digo eu para ser simpático.
Tenho algumas dúvidas sobre os números, principalmente aqui no Algarve. Além do óbito que não aparece, onde estão os números dos que estão sitiados nas escolas de Faro?

No Norte são mais de 3.000 infetados, e em Lisboa mais de 1.000. Meus amigos, gostamos muito de Vos ter aqui no Verão e fins de semana, mas desculpem-se, agora não é tempo para isso. SFF ficam fora do nosso Algarve, e regressem em grande quando isto tudo passar. Se todos ficarmos doentes, e muitos morrerem, não vão mesmo poder vir tão cedo. Pensem nisso.

Agora é drones, moto4 e patrulhas .... mas será preciso isto tudo? não temos ainda consciência do que se passa e do perigo que todos corremos? o que é preciso mais para termos esta consciência coletiva? Dobrar os números? em 4 dias fizemos isso, por isso, voltamos a falar daqui a 4 dias.

Fica, para memória futura, uma lista das exceções ao Dever Geral de Recolhimento. Se não chegar, de certo que passará rapidamente a Quarentena Obrigatória ..... o que no meu entender já deveria ter acontecido.

• Aquisição de bens e serviços; • Deslocação para atividades profissionais ou equiparadas; • Procura de trabalho ou resposta a oferta de trabalho; • Deslocações por motivos de saúde, designadamente obtenção de cuidados de saúde e transporte de pessoas a quem devam ser administrados tais cuidados ou dádiva de sangue; • Deslocações para acolhimento de emergência de vítimas de violência doméstica ou tráfico de seres humanos, de crianças e jovens em risco, por aplicação de medida decretada por autoridade judicial ou Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, em casa de acolhimento residencial ou familiar; • Deslocações para assistência de pessoas vulneráveis ou com deficiência, filhos, progenitores, idosos ou dependentes; • Deslocações para acompanhamento de menores e por outras razões familiares imperativas, designadamente partilha de responsabilidades parentais conforme determinada por acordo entre os titulares das mesmas ou pelo tribunal competente; • Deslocações para visitas, quando autorizadas, ou entrega de bens essenciais a pessoas incapacitadas ou privadas de liberdade de circulação; • Participação em atos processuais junto das entidades judiciárias; • Deslocação a estações e postos de correio, agências bancárias e agências de corretores de seguros ou seguradoras; • Deslocações de curta duração para atividade física (é proibido o exercício de atividade física coletiva) ou para passeio de animais de companhia e para alimentação de animais; • Deslocações para ações de voluntariado social; • Deslocações de pessoas portadoras de livre-trânsito emitido nos termos legais, no exercício das respetivas funções e pessoal das missões diplomáticas, consulares e das organizações internacionais localizadas em Portugal, desde que relacionadas com o desempenho de funções oficiais; • Deslocações necessárias ao exercício da liberdade de imprensa; • Outras atividades de natureza análoga ou por outros motivos de força maior ou necessidade impreterível, desde que devidamente justificados.

@joaobarbara

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