Dia da Criança - 2020, um dia diferente


Dia da Criança, aquele dia em que todas as nossas crianças deveriam ser tratadas com amor e carinho. O ano de 2020, e o COVID-19, fazem com esta comemoração seja em tudo diferente.

O confinamento obrigatório trouxe ao de cima o medo, o medo de ser agredido, o medo de ser molestada, o medo de viver com alguém que faz mal.

Estamos neste momento a discutir a pertinência da questão da residência alternada, e da sua utilização como regime preferencial. À partida, todos nós, podemos considerar que é o regime que, na teoria, faria mais sentido. Mas isso, tem muito pressupostos, que nem sempre existem, no seu todo ou mesmo em parte.

A minha posição pessoal nesta matéria, é que não pode haver presunção relativamente a este assunto, deixando a pergunta, será que é o melhor para algumas crianças? para uns de certo sim, mas para outros não.
Sou, por isso mesmo, defensor que seja aplicada a apreciação casuística, que seja analisado processo a processo, caso a caso.

É do senso comum, perceber que cada caso é um caso, assim como família é uma família. Não podemos, nem devemos generalizar as decisões. Todas as famílias são diferentes, assim como cada criança é diferente, e tem a sua história.

Existem famílias, pais e mães, que são muito cooperantes e compreensíveis, num processo de separação, mas também os há que são conflituosos. Nestes últimos casos, o regime de residência alternada pode trazer situações de pressão sobre as crianças, que nalguns casos leva mesmo à violência. Violência essa, que nos tempos atuais, já se percebeu, muitas vezes ficar escondida, por medo ou mesmo por vergonha.

Se uma criança, por vergonha ou medo, optar por não falar, vamos fazer o quê? obrigá-la a andar de residência em residência?

Cada caso é um caso, e por isso mesmo deve merecer uma análise casuística.

Bom dia da Criança para todos os meninos e meninas. O Mundo é Vosso!

@joaobarbara

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