Geração Digital, Geração Y ou Millenniais

(imagem do site FocusFoto)

O COVID-19 veio reforçar este assunto, pois o receio da adição ao digital é uma realidade. É preciso não esquecer que tudo pode ser feito, mas com a devida moderação e respeito pelos períodos de descanso.


Quando assisti ao Seminário intitulado "Efeitos da adição à Internet, Videojogos e Redes Sociais Online na saúde mental do adolescente", estava longe de imaginar o que nos esperava. Este seminário foi realizado na ESPAA e dinamizado pelo CFAE de Portimão e Monchique, tendo como formador o Dr. Halley Pontes, psicólogo clínico e investigador da Universidade de Nottingham Trent, que por sinal é portimonense. 

O site do Dr. Halley tem artigos muito interessantes, assim como links e outras informações de relevo para esta temática. Aconselho a visita a todos os meus amigos e amigas.

Acho que se fosse agora, estaríamos a acrescentar os efeitos na Educação, do uso diário do digital para a aprendizagem. Curioso ver que todos os que eram contra, diziam não fazer sentido, estão agora obrigados à utilização regular do ensino à distância, do ensino via digital. E, para esses, a dica que veio para ficar. A tal escola do século 21, mas com aulas do século 19, acabou, e agora exige-se as aulas do século 21. É verdade difícil, mas tem de ser uma realidade.

Este assunto da adição é, por si só, preocupante e um risco, e preocupação para todos os pais e encarregados de educação. Se, enquanto os filhos são pequenos, o controlo é relativamente fácil e controlado, quando chega a adolescência e o pós-adolescência, a situação torna-se preocupante e muito difícil de controlar.

Afinal, esta geração é a Geração digital, Geração Y, ou simplesmente Millenniais que exige dia após dia, mais autonomia. 

Estes jovens nasceram como o enorme desafio de lidar com o digital, e com os seus limites de utilização. Mas estes jovens parecem ter nascido com este gene do digital, pelo que não é difícil de ver crianças a utilizaram meios digitais, como se fosse fácil e lógico. E será que não o é para esta geração?

Existem vários estudos internacionais que nos indicam que crianças entre os 3 e os 5 anos, conseguem entender jogos de computador, mas não conseguem atar sapatos. Muitas, entre os 6 e os 9 anos utilizam regularmente a internet, e até têm perfil verdadeiro no facebook - aqui entram os riscos da exposição e da pedofilia.

Ser um jovem nos dias atuais, é ser digital, é estar sempre ligado, é ter Insta (o facebook já para os velhos), é trocar mensagens a todo o minuto. Quem já não assistiu a um jovem a digitar uma mensagem quase sem olhar? e será que conseguem escrever assim tão rápido, e de forma ágil?

@joaobarbara

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