Não tragam o COVID-19 de férias

(créditos da imagem: site Notícias ao Minuto)

O COVID-19 não trouxe só a doença e a morte, mostrou ao Mundo, o qual frágil somos.

No final de 2019, quando numa aldeia remota da China apareceu com um novo vírus, nenhum de nós, esperava pela pandemia que haveria de "nascer" uns meses depois. Esta pandemia veio mudar a nossa sociedade, a nossa vida, e especialmente como vemos a nossa forma de estar.

Mas, será isto suficiente para mudar a sociedade mundial? infelizmente, não me parece, porque o ser humano é demasiado fraco para assumir que é preciso mudar com urgência. O meio que nos envolve assim o exige.

O COVID-19 é um inimigo invisível, o que torna tudo muito mais difícil de combater. Já existem muitas promessas de vacinas, mas será mesmo que estamos perto de ter a vacina disponível para o comum dos cidadãos, ou apenas será para um espectro da elite mundial? apenas acredito que a vacina esteja disponível no fim do 1º trimestre de 2021 (e estou a ser muito otimista!).

Parece-me que, pelo tão mau como o vírus, é o flagelo que estamos todos a atravessar. E ainda resta saber o que nos espera .... e não só em termos de infetados e mortes, mas aquilo que toda sociedade teme. Nada mais, nada menos, do que a crise, e desta vez não é financeira, mas sim uma crise humanitária.

A crise, o desemprego, o desespero que muitos estão, e outros ainda vão passar. A fome, o desespero das famílias em conseguirem fazer face às suas despesas mensais, vai ser o cenário do futuro próximo nas sociedades mundiais. Nem sequer é só em Portugal, ou na Europa, é mesmo por todo o lado. Se calhar, por aqui até estaremos menos mal, digamos assim.

Estivemos demasiadas semanas fechados, sem turistas e sem economia. O confinamento tem este gravíssimo problema, não mexe, não entram fundos e tudo pode acontecer. E qual seria a opção melhor, terminar o confinamento e as regras sociais rapidamente, e chegarmos ao estado em que estão outros países? É agora que se coloca a questão da importância, e da força, da economia e dos negócios, versus saúde pública.

Será que as ajudas estão a ser bem, e devidamente canalizadas? Quando continuamos a ver as ajudas chegarem às grandes empresas, muitas vezes em detrimento do pequeno negócio e empresário, leva-nos a questionar. É difícil, só imagino, não sei o que será ter de decidir entre um e outro, entre como apoiar uma empresa e não outra.

Nesta batalha, custa-me ver que a desgraçada da classe média, que ainda nem chegou a recuperar da crise financeira, já está a ser sobrecarregada com esta nova crise. Não podem ser sempre os mesmos a pagar, até porque esta classe média, poucas ou nenhumas ajudas tem. Muito receio sobre esta classe média portuguesa, muito mesmo, porque se estes deixarem de pagar impostos, vai ser complicado para Portugal.

Finalizando com o meu, nosso Algarve, vejo com ânimo, e simultaneamente com muito receio, o com regresso do turismo. O que já vimos acontecer noutros países, não pode, não deve acontecer no Algarve. Atenção ao "transporte" do vírus de outras países, e zonas de Portugal, para o Algarve. Basta ver o número de casos diários no Algarve, que aumenta diariamente, embora de forma ainda muito calma, mas já começou a mexer, e ainda não chegaram.

É verdade que o Algarve é muito apetecível, mas sff não venham doentes, não tenham atitudes menos corretas e moderem as festas, todos vamos agradecer. Só assim será possível o regresso próximo da normalidade.

Boa sorte para todos, e cuidem-se!

@joaobarbara

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