[por Lisboa até 2021] a nossa democracia levou mais uma facadinha



Caros amigos e amigas,

A nossa democracia levou mais uma facadinha, e foi mesmo no coração. Foi aprovado o fim dos debates quinzenais dom o PME, com os únicos votos a favor dos chamados partidos Grandes, PS e PSD - a pior aliança que pode haver para Portugal. É verdade, a aliança central já começou, e logo da ior forma. Os dois partidos afinaram esta solução, um acordo que tem algo na manga, a ver vamos o que vem aí. Estranho o que estará por trás deste acordo, afinal de contas o PSD é o partido líder da oposição. Ou será que não? estarão já a trabalhar para o poder?  Foi uma descredibilização da politica.

Hoje, a democracia portuguesa foi envergonhada.

Este modelo agora aprovado, torna a presença do PM na casa da democracia, menos frequente, mais ou menos, de 2 em 2 meses, ao invés do modelo atual, em que o PM estava na AR de forma quinzenal. Talvez o modelo atual tivesse de ser alterado, mas nunca desta forma. 

Quando em 2013, foi adotada a solução de debates quinzenais, as critícas do PSD foram muitas, afinal de contas, quanto menos confrontados melhor, enfim ..... será medo?

Agora, a presença do PM na AR será coisa rara. Estamos perante um retrocesso democrático.Estamos agora a auto-destruir uma das funções principais do Parlamento, aquela função dos partidos que não são governo, o de questionar o governo. A AR, palco por excelência para confrontar e questionar o governo e o PM, deixou de fazer sentido.

Rui Rio afirma que o PM precisa de tempo para trabalhar, não sei muito bem o que isto quer dizer. Pensemos no exemplo de Inglaterra, o PM vai todas as semanas ao parlamento (4f entre o 12-12.30h), em que pode ser feita uma questão por todos os partidos, sendo que o principal da oposição pode fazer mais do que uma. Parece então que em Portugal é mesmo uma falsa questão, um modelo assim ia obrigar a um verdadeiro trabalho de sapa para saber o que verdadeiramente é importante questionar.

Este foi o pior sinal que Rui Rio dá, retirar poder à democracia. A partir de setembro, o PM apenas estará na AR de 2 em 2 meses. Assim passam a ser debates ornamentais, porque muitos temas, quando o PM lá vai, já passaram, já não interessa á opinião publica, torna-se mesmo ridículo.

E assim, a nossa democracia levou mais uma facadinha, mesmo no seu coração.

@joaobarbara



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