A Eutanásia e o seu timing?

 

Desde o inicio desta situação pandémica que oiço, e leio, que o país não pode parar e que a democracia que tem continuar o seu rumo. 

Pois, aqui está um exemplo disso mesmo. A situação pandémica não podia, de forma alguma, parar a livre escolha dos portugueses. 

É verdade que podemos sempre questionar o timing da aprovação desta Lei, mas era preciso fazer isto, era preciso relembrar os muitos que lutaram nos últimos anos, era preciso relembrar João Semedo e todos os que sofreram e sofrem, até aos seus últimos dias.

Eu fiz alguma pesquisa para, primeiro perceber o que é mesmo a eutanásia. A palavra "eutanásia" tem a sua origem na Grécia e é formada pelas expressões "eu" e "thanatos", e juntas significam morte sem sofrimento e sem dor. Podemos então, dizer que eutanásia é abster-se de utilizar todo o tipo de tratamentos possíveis, de modo a provocar o óbito, afim de livrá-lo dos extremos sofrimentos que assistem a quem está num situação terminal da sua vida.

A lei, resultado dos projetos aprovados, na generalidade, em fevereiro de 2020, foi aprovada com 136 votos das bandadas do PS (com exceção de oito deputados), BE, Verdes, PAN, do deputado da Iniciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo, das deputadas não-inscritas Joacine Katar Moreira e Cristina Rodrigues, e de 14 deputados do PSD. O PS e PSD deram liberdade de voto aos seus deputados.

Votaram contra 78 deputados do CDS, Chega, PCP, PSD (55 deputados) e PS (oito deputados). Abstiveram-se quatro deputados, dois do CDS e dois do PSD.

Depois de aprovada, a lei segue, dentro de dias, para decisão do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que pode vetar, enviar para o Tribunal Constitucional ou promulgar.

Por tudo isto, esta é uma questão de índole pessoal, e no meu entender, muito íntima. É claro para mim, que este foi o caminho certo, o caminho da liberdade e do livre arbítrio. 

Obrigado a todos os que o permitiram.

@joaobarbara





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