Ainda muito a fazer no combate à discriminação

 


Por mais estanho que possa parecer, ainda hoje se luta pelos direitos dos cidadãos LGBTI a fazer a sua doação de sangue. Mais estranho ainda é, quando o sangue é cada vez mais necessário para salvar vidas. Em plena pandemia COVID-19, estamos perante situações humilhantes e criminosas, dado não haver fundamento científico para a decisão.

O Bloco de Esquerda assegurou a provação por unanimidade nas Comissões de Saúde e de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, do requerimento para ouvir, com carácter de urgência, a Direção Geral de Saúde e o Instituto Português do Sangue. Este pedido tem por base, as denúncias vindas a público de práticas discriminatórias na doação de sangue, por parte de homens homossexuais.

Já em 2015, o Presidente do Instituto Português do Sangue e da Transplantação, afirmou que "a prática de sexo com homens é um fator de risco". Em 2021, ainda se mantêm estas práticas discriminatórias em Portugal.

Será que em 2021 alguém vai dar "um murro na mesa", e determinar esta prática discriminatória, apenas com base na orientação sexual do dador? 

"Torna-se imperiosa a responsabilização política das lideranças, o reforço da formação e informação dos profissionais de saúde e a realização de campanhas que esclareçam devidamente o país", afirma Fabíola Cardoso, deputada Bloco de Esquerda.

@joaobarbara

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