Algarve continua a ser o último na vacinação

 


O tempo passa, as férias aproximam-se, mas o Algarve continua a ser o último na vacinação em Portugal. 

Será que assim somos considerados seguros para nos visitarem? 

Será esta a mensagem que queremos passar ao resto do país, e aos milhões de turistas que nos visitavam?

As últimas notícias sobre a velocidade do processo de vacinação dos algarvios deixou-me muita preocupação e várias interrogações. 

De acordo com o último relatório da DGS sobre o processo de vacinação, o algarve tem 8% da população com a primeira dose administrada, e apenas 3% com as duas doses. Muito longe do desejado e esperado por todos os algarvios.

Desde logo, o porquê desta situação. Será que estamos a assistir a uma hierarquização da sociedade portuguesa? 

No dia em que é anunciado que Portugal atingiu o primeiro milhão de vacinados com a primeira dose, e meio-milhão com as duas doses, o Algarve continua a ser o último.

Será que gostamos de saber que estamos no topo invertido desta lista?

Será justificação suficiente a estrutura etária da população algarvia? O presidente da ARS Algarve refere que somos mais comparáveis com as grandes zonas urbanas de Lisboa e Vale do Tejo, logo não comparáveis, pelas mais diversas razões.

Mas não podemos mesmo ficar admirados, afinal de contas, ainda nem todos os profissionais de saúde foram vacinados, quanto mais a restante população. Isso, aliado ao facto de sermos a região com o processo de vacinação mais lento, e que menos vacinas recebe, temos o mau resultado.

Como sempre, os últimos da linha. 

O que me leva também a outra questão. É desta forma, mostrando que o Algarve fica para segundo plano, que queremos captar médicos, enfermeiros, professores para cá viverem? eu não vinha, preferia garantir a minha saúde e a minha vida noutro ponto do país, outro menos esquecido. As praias, o sol e as férias, podem sempre fazer parte da vida quando assim se quiser e poder.

A última palavra, para os deputados algarvios. Na minha opinião, todos têm feito pouco, e alguns pouco mais que nada.

Primeiro é preciso mais luta, se não a fizerem por nós, terão de ser as bases a lutarem.

Não se separem, juntem-se e questionem, obriguem, forcem, façam o que tiverem que fazer para que a população algarvia não fique esquecida.

Ao João Vasconcelos, um alerta por aquilo que considero ser uma responsabilidade especial.

@joaobarbara

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