COP26: será que temos consciência que estamos numa luta contra o tempo?

 


Este domingo marca o início da COP26, a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. A cidade escocesa de Glasgow vai ser o palco desta que pode ser a conferência decisiva para travar o aumento da temperatura global. 

Esta conferência assenta em compromissos firmes para combater as alterações climáticas, mas muitos não acreditam na verdadeira vontade nestas alterações [eu tenho muitas dúvidas]. É preciso medidas concretas e não conversa.


O falhanço do Acordo de Paris tem 6 anos, e foi considerado o marco nas negociações sobre o clima. Em 2015 quase 200 países assinaram o acordo, mas o que foi e não foi cumprido? e quem e quem não cumpriu o acordo? Agora é preciso atualizar os compromissos e marcar a diferença no planeta [não temos outro!]. Já em 2015 o povo se fez ouvir.

As Nações Unidas tem 4 Grandes objetivos para a conferência deste ano. 


Desde logo que os países se comprometam a reduzir drasticamente a emissão de gases nocivos até 2030.

Imagens como esta devem desaparecer, e os países devem encontrar alternativas viáveis.


Os países devem ter a capacidade e vontade de se adaptarem para conseguir proteger as suas comunidades e habitats naturais, trabalhando em conjunto para alcançar este objetivo.


Percebe-se que é preciso muitos fundos, mas isso já o era  à 10 anos atrás, assim como à 5 anos atrás em Paris. Não houve um real desenvolvimento neste campo, por isso parece-me que o que está mesmo em causa são as opções, as incorretas opções por caminhos errados que levam ao abismo em que se encontra o planeta Terra. 

A Crise Climática é um Alerta Vermelho para a humanidade, disse-o António Guterres, secretário-geral da ONU num artigo de opinião publicado neste passado sábado. 

As ausências têm a importância que lhes quisermos dar, mas neste caso querem dizer muito, em especial quando são dos países que mais contribuem negativamente para este tema. A ausência dos seus presidentes, ou equiparados, mostram um total desinteresse neste tema por países como o Brasil, China ou Índia, entre outros. 

Sobre a ausência de António Costa falarei mais tarde.

Os oportunos anúncios de Bolsonaro em vésperas da COP26 só podem mesmo convencer os mais distraídos. 

Brasil foi um dos países, que mesmo em tempo de pandemia, aumentou a sua emissão de CO2. Em 2020, a destruição da floresta e as mudanças no uso do solo da Amazónia foram mesmo as maiores dos últimos 11 anos.



Na Índia os níveis de poluição atingem valores como nunca houve. 

A preocupação com a indústria e a utilização de combustíveis fósseis é um dos maiores dilemas a combater. 

Haverá vontade política para inverter este tema?
Na China, imagens como esta são parte do dia a dia da população. China é o maior emissão global de CO2. 

Nos dias anteriores ao início desta conferência, a China apresentou à ONU as novas metas climáticas do país, mas poderão estas ser levadas a sério?

Atingir o pico de emissões de CO2  para antes de 2030 e atingir a neutralidade carbónica antes de 2060 não são objetivos suficientes. É preciso mais.


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Isto também é informar e dar a minha opinião. Eu sou assim, digo presente.

@joaobarbara

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