Escola José Buisel começa aulas em estado caótico

 

(imagem no grupo Portimão Sempre - facebook)

Em fevereiro deste ano, o executivo portimonense deu início às obras de requalificação da Escola José Buisel [algo que já tinha sido tentado anteriormente mas os concursos públicos tinham ficado vazios], sendo mesmo que em março o Sulinformação anunciava que as obras decorriam "a um bom ritmo".

A empreitada com um custo de 3,5 milhões de euros, com uma participação do município de 1.551,840,70€ [vamos reter este número para ver o que é real no fim das obras - conclusão para Junho 2022], tem no projeto obras de fundo, afirma a autarquia ao Sulinformação, e "contempla a substituição de todas as infraestruturas", acrescentando mesmo que chega "ao nível das redes de água, luz, esgotos, comunicações, segurança e intrusão".

As obras também chegam à "substituição das coberturas de amianto das zonas de circulação exterior" [situação que supostamente apenas existia noutro estabelecimento escolar de Portimão, mas parece que afinal não é assim].

A intervenção de fundo abrange as salas de aula e outras, cozinha e refeitório, auditório, pavilhão desportivo e campo de jogos, sanitários e espaços adjacentes. Sendo assim parece ser todo o espaço escolar. 

É possível ter um ano letivo com as mínimas condições de segurança para todos os seus agentes? 

Recentemente fui alertado para esta situação, mas não é propriamente a questão das obras que já se sabe decorrer até junho de 2022. Sim, as condições caóticas com que se convive diariamente na José Buisel. 

Deixo alguns alertas que me chegaram, e sobre os quais vou questionar o executivo.

- inundações nas salas de aula [preocupante dado terem acabado de ser renovadas no dia de início do ano letivo]

- inexistência de sistema de controlo efetivo de entrada e saída da escola

- o refeitório é em contentores [não têm as condições mínimas para o funcionamento, deixando os alunos á espera na rua, sujeitos ao sol e chuva]

- inexistência de telheiros de cobertura, para a circulação na escola, nomeadamente entre pavilhões

- equipamento dentro das salas sem as devidas condições [aparentemente algumas cadeiras não têm o dimensionamento correto]

- inexistência de cacifos, obrigando os alunos a transportar um peso exagerado de material escolar

- balneários indisponíveis

- convívio diário de todos os agentes da escola com ruído, pó, lama, tapumes e materiais de construção

- falta de material informático

Nisto tudo, apenas pode resultar um CAOS total e um ENORME desmotivação para os alunos, professores e pessoal auxiliar

Cara Presidente Isilda Gomes,

Embora todos tenhamos consciência do que pode envolver uma intervenção profunda com esta que está a ser realizada na Escola José Buisel, parece-me que tem de existir um mínimo de condições para a atividade letiva, já para não falar de segurança e de bem estar de todos os intervenientes.

Aguardemos por uma resposta e rápida intervenção no que for possível.

@joaobarbara

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