COP26: não aceito ser o cidadão a pagar


Infelizmente a conclusão maior que retiro desta COP26 é o cidadão, o consumidor final.

Parece, ou melhor, é garantido que quem vai pagar a transição energética vão ser os consumidores. Afinal, os consumidores não têm qualquer tipo de decisão sobre o tipo de consumo que fazem. É pedido que se faça a transição energética, mas que raio é isso? alguém acha que o cidadão comum entenda o que isso quer mesmo dizer.  

Cabe ao Estado garantir esta transição energética, assim como garantir o devido financiamento. Se é verdade que ao setor empresarial deve ser exigido a devida contribuição, na mesma proporção do lucro alcançado, também o mesmo deve ser equilibrado para garantir a continuidade do seu negócio e a empregabilidade.

A criação de uma real rede de transportes públicos, e aqui não só nas grandes cidades [pois essas na sua grande maioria têm uma rede que serve a população local] mas sim a província. Alguém tem dúvidas que na província [e aqui falo do meu Algarve] esta é das maiores lacunas? Desde os vulgares autocarros até á ferrovia [que parece agora ter inicio a eletrificação da ferrovia - foi ainda esta semana anunciado pelo Ministro embora de forma muito tímida] muito se exige mas pouco se obtém.

Esta rede de transportes públicos real e a funcionar pode assegurar uma verdadeira redução das emissões de CO2 e assim ser um contributo para atingir as metas propostas. 

Não venham dizer que podemos pedir aos cidadãos, que estão financeiramente como se sabe, que se endividem mais para trocar o seu veículo atual por um elétrico???? não há capacidade financeira para isso.

Estes são só exemplos do que mal se faz, estamos a querer transferir o ónus da resolução deste tema para o povo, para os cidadãos. 

A frase paga cidadão e não reclama não pode ser verdadeira. Não aceito isso.

Pensemos nisto em conjunto.

@joaobarbara

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