COP26_o que ficou da Cimeira do Ambiente?

 


Agora que acabou mais uma cimeira do ambiente, o que ficou e o que esperar? 

Desde o primeiro dia se percebeu que os resultados, dia após dia, não seriam positivos. Até se diz que não foi muito negativo apenas pela razão das baixíssimas expetativas à partida. 

"A COP dos anúncios vazios", foi assim que o movimento Climáximo definiu a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2021 (COP26) em comunicado próprio.

A Climáximo ainda acrescentou que "A declaração final da COP foi o último suspiro deste processo enquanto ideia de espaço participativo".

A promessa de travar a desflorestação até 2030 é completamente vaga e vazia de objetivos. É um empurrar para a frente e para o um futuro negro ... já o mesmo foi feito no passado em Paris e em nada deu. A desflorestação continua, mesmo que os políticos digam o contrário. 

Quanto ás promessas das descarbonização para 2050 são inúteis e desprovidas de realidade. Apenas pretendem empurrar para a frente, para o futuro, um problema que os políticos não querem resolver.

Durante a COP26, cuja maior delegação foi a da indústria fóssil, com mais de 500 lobistas presentes, surgiu o anúncio de que "há pelo menos 800 novos poços petrolíferas planeados até ao final de 2022 e que a União Europeia quer financiar 30 novos projetos de gás com 13 mil milhões de euros de dinheiro público, além de projetos em outros locais do mundo". O que concluir deste anúncio? um vazio ...

Também os anúncios dos locais da próxima COP levaram a uma chuva de críticas, e são por si só, exemplo do que (não) se quer resolver. Egipto e Emirados Árabes Unidos, locais em que vigora uma ditadura e em que os direitos humanos são tratados como meras palavras.

documento final, conhecido como "Pacto Climático de Glasgow", apela a 197 países para que mostrem o seu progresso na implementação de medidas climáticas no próximo ano, durante a COP27.

O pacto mantém a ambição de conter o aumento da temperatura em 1,5ºC (graus celsius), promete mais apoios financeiros e regula o mercado do carbono. Diz ser necessário reduzir as emissões de dióxido de carbono em 45% até 2030, em relação a 2010, e contém compromissos sobre apoio financeiro a países em desenvolvimento para combate e adaptação às alterações climáticas.

Um projeto inicial apelava aos países para que acelerassem a eliminação gradual dos subsídios ao carvão e aos combustíveis fósseis, mas o texto final aprovado fica-se pela "intensificação dos esforços" para reduzir o carvão e eliminar os subsídios a combustíveis fósseis. A força dos países mais poluidores ficou bem vincado neste fim de cimeira. 

@joaobarbara

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