[sobre Portimão] a Portipark e o Big Brother em Portimão

 

Primeiro o PS vende o espaço público de estacionamento a uma empresa privada, levando à quase "morte" de algumas zonas de Portimão [exemplo disso o centro da cidade]. Nestes anos [que não são assim tão distantes] surge os tais parquímetros, que nos tiraram a liberdade de estacionar onde havia lugar, agora estacionamos onde é possível e pagamos por isso.

Falou-se num "resgate" desta concessão, mas afinal quem atribuiu a concessão e assinou os contratos não foram os mesmos que anunciaram o tal "resgate"? 

A seguir lançam os fiscais, que vieram com tudo para cima dos cidadãos. Muitos já foram multados em zonas onde o estacionamento é desordenado ou até mesmo quase inexistente [exemplos disso na zona da 25 de Abril e adjacentes e perto do Centro de Saúde]. Agora já não é a PSP que multa, mas sim os fiscais da EMARP (não que os fiscais em si tenham alguma culpa, não é isso que está em questão).


Depois é lançado um projeto piloto gerido pela Portipark [para esclarecer que a Portipark é uma marca da Empresa Municipal de Águas e Resíduos de Portimão (EMARP), para gerir o estacionamento na estrutura subterrânea, em silo e à superfície, sendo da sua responsabilidade a fiscalização do cumprimento das disposições do Código da Estrada e da legislação complementar relativas ao estacionamento público urbano no concelho] para o controlo do tempo de permanência dos veículos nas zonas de cargas e descargas!

É referido que o mecanismo é "on-street" e baseia-se nume rede de sensores magnéticos que detetam se o lugar está livre ou ocupado, sendo toda essa informação comunicada em tempo real para um sistema de gestão online. Uma solução "smart city" para a gestão deste tipo de estacionamento, em que findo o tempo máximo de permanência vai comunicar ao backoffice da Portipark e aos agentes de fiscalização que serve assim de prova do levantamento do correspondente auto de notícia por paragem indevida.

Esta é apenas a primeira fase, veremos o que vem a seguir.

Relembro que nas entradas da nossa cidade já existem câmaras de vigilância, "supostamente" apenas para controlo das entradas e saídas. Sobre as camaras de vigilância um dia falamos melhor.

Um verdadeiro Big Brother, em que não temos qualquer tipo de controlo. Um festim para a tão aclamada proteção de dados.

O mais importante nisto tudo nem é a questão da proteção de dados [pelos menos para mim, embora muitos levem até demasiado a sério esta questão], mas não devíamos era estar a discutir o desordenamento do território em particular neste caso relativo ao estacionamento?

Não aceito que o espaço público seja vendido a privados, mas também não aceito que agora venha uma empresa pública também explorar o espaço público e que ainda por cima, "corra" atrás da multa. Algo que deve ser revisto por todos os eleitos neste mandato.

Em breve, tenho mais algumas situações em detalhe para dar conhecimento.

@joaobarbara

Comentários

Anónimo disse…
Continuo a achar que as ruas de Portimão são um autêntico ferro-velho de lataris.
Na minha opinião deveriam ser fechadas mais ruas ao trânsito e o estacionamento mais condicionado.
João Bárbara disse…
Estou de acordo, mas o mais importante é sempre a questão de falta de alternativa e de transportes públicos. Sem isso, na minha opinião, não faz sentido esta sangria de fiscalização.