A Fábrica de Cretinos Digitais, de leitura obrigatória

 


DESMURGET, M. "A Fábrica de Cretinos Digitais", 2021

Um dos livros de Natal, este comprado por mim. Interessante e que demonstra bem a dicotomia entre o digital e o não digital.

A situação é preocupante, pois estamos a assistir a uma altura em que estes são os primeiros filhos a terem um QI inferior ao dos próprios pais.

O autor referiu numa entrevista controversa à BBC que "Após milhares de anos de evolução, o ser humano está agora a regredir em termos cognitivos e de capacidade intelectuais", ao que acrescenta que "por culpa da exposição excessiva a ecrãs".

É sabido que nos tempos atuais, as novas gerações passam a interagir com smartphones, tablets, pc´s e televisão é extremamente elevado. Os números referidos no livro referem que "aos 2 anos, as crianças dos países ocidentais consagram todos os dias quase três horas e maia de ecrãs", "entre os 13 e os 18 anos, a exposição já é em média de seis horas e quarenta e cinco minutos".

Uma das conclusões indicadas no livro é que a elevada exposição das crianças e jovens aos ecrãs está longe de lhes melhorar as aptidões cognitivas, verificando-se mesmo o contrário. Esta exposição acarreta consequências ao nível da saúde: obesidade, desenvolvimento de doenças cardiovasculares e diminuição da esperança de vida. Mas não só, também ao nível do comportamento (agressividade, depressão e ansiedade) e das capacidades intelectuais (linguagem, capacidade de concentração e de memorização).

Aconselho a passagem pelo magnífico prefácio do Prof. Carlos Neto, muito elucidativo.

O cenário é dramático mas no meu entender é possível ser melhorado. A moderação é o que se pede. 

@joaobarbara

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